segunda-feira, 29 de junho de 2015
Sobre viagens e liberdade
Sentir essa liberdade na estrada e essa frustração boa de ser o herói de seu trajeto como todos os heróis que nos inspirava outrora, até que tomamos o rumo e o controle de nos deixar ser protagonistas da nossa grande aventura que é a vida. A inspiração maior era tocar o intocável e ir viver! E lá vamos nós mais uma vez descobrir o desconhecido, mesmo que seja só desconhecido aos nossos olhos! Living la dolce vitta!
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Ao despertar
E se eu quiser acordar ele todos os dias com beijos e canções de amor?
A boca cheia de sorrisos olhando para aquela preguiça de quem ainda está sonhando
E que vai acordar para sonhar
E se eu quiser levar ele para o meu mundo e descobrir que o impossível beira um rio que estamos prestas a nadar?
E se nada nesse mundo for mais forte que a vontade que eu sinto de estar?
E se eu estiver querendo aqui que o tempo passe mais rápido só para te ver dormindo?
E se dormindo eu te encontrar e te despertar a alma com beijos e canções de amor?
A felicidade vem crescendo a cada dia, é a alma sabe que tudo isso só começou.
Eu tô chegando, eu tô chegando, meu amor.
Eu em teus braços ao despertar, o despertar da consciência da felicidade,
Da felicidade que está caminhando para mim e eu, eu estou indo até você,
Eu tô chegando, eu tô chegando, bem amor.
Eu em teus braços ao despertar, o despertar da consciência da felicidade,
Da felicidade que está caminhando para mim e eu, eu estou indo até você,
Eu tô chegando, eu tô chegando, bem amor.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
A alma do mundo

Saudade do som da água batendo forte nas pedras, da pressão dela quando você tenta se aproximar e ela te diz "quem manda aqui sou eu", e você entende e contempla e mergulha nas águas geladas que te renovam o fôlego e a vida, e você sai dela tremendo de frio, encharcado como remento que acaba de nascer e só está descobrindo o que é viver, explorando e descobrindo, o mundo, a mim mesma e sobre tudo a imponência da natureza selvagem e viva. A alma do mundo.
E se eu te disser que eu prefiro o teu colo a qualquer quarto de hotel?
Que eu sempre vou preferir um colchão velho no cão a uma cama luxuosa
Que minha melhor noite é dentro de uma barraca tendo o céu com milhares de estrelas como teto
Que há bem mais beleza no seu rosto ao acordar do que em milhões obras de arte.
Eu gosto do simplicidade e ainda é surreal para mim poder dividir isso tudinho com você
E dividir a mim sem me perder, só me somando ao te amar
Em conhecer lugares incríveis a seu lado, e outros tantos sozinha e pensar 'vou te trazer pra cá'
Para você ver com seus olhos tudo que meu coração te mostra, mesmo quando você não está.
domingo, 24 de maio de 2015
O poema do corpo

Ele fazia poemas com a boca,
Enquanto percorria meu corpo,
Gentilmente desenhando canções de luxúria,
Com a língua, com vontade.
Arrepiando e inflamando tudo por onde ela passava,
Com urgência, com desejo.
De suas mãos saíam canções inexatas, não equalizadas,
Que me faziam cantar gemidos, sussurros,
E eu pedia, e eu implorava por mais, e mais e mais.
Era teu corpo que me enquadrava bem na sua retina,
Que me molhava e dilatava a minha, e me deixava assim,
Pronta para ser protagonista do ato,
E ele? Ele estava ali como um pagão devoto em terra de deuses,
Pronto para satisfazer a mim, sua santa maculada,
Quando ele invadia meu santuário para me levar a outro céu
Quando estávamos no mesmo ritmo e ele me seguia para o paraíso
E se extasiava nesse intento, ele era o poeta e eu a sua musa,
quarta-feira, 29 de abril de 2015
O leão, a bruxa e a morte
Eu sou um pobre leão sedento por sangue e por vida
Que chora por entender tudo aquilo que eles ousaram esquecer
Sou eu pobre menino assustado que vê sua pipa no céu
A voar, a voar e voar, e não entendo porque cargas d'água eu tenho pés
Eu tenho pés, não tenho assas, não sei chegar onde eu quero,
Não sei ouvir as rezas das senhoras nem os conselhos de minha mãe,
Eu sou uma poderosa bruxa sedenta por conhecimento e magia
Que chora por entender tudo aquilo que eles ousaram esquecer
Sou uma pobre menina excomungada pelo padre e pelo pastor
Que vê suas verdades serem chamadas de mentiras e deturpadas
Por entre livros e programas de TV,
A verdade hoje em dia é daquele que a pode comprar,
E meu poder não compra uma transmissão, uma cadeira no senado,
Não tenho paciência para as blasfêmias e fogueiras que você
Como um santo homem sábio que finge de tudo saber armou pra mim,
Sou filha da lua que segue suas fases, que está cheia de vida na cheia
E que sangra na minguante, sou filha da terra, por isso para muitos
O céu é um lugar que já não posso entrar, mal sabem eles que fui eu
Eu que ergui seus mais divinos altares, nada existiria sem mim,
Eu sou tudo, e de tudo eu tenho, mas eu ando desacreditada,
Eu estou sem fé e sem santo, sem casa e sem templo
E para mim, tudo o que eles não tem é tempo,
Eu sou a morte que chega primeiro aos pássaros em pleno voo
Que te encontra numa certa esquina com a face de um ladrão
Ou sou aquela curva na estrada que você não soube evitar
Porque em verdade era lá que estava eu, de braços abertos
Pronta pra te ver voar,
Sou, sou a temida morte sedenta por sangue e por almas
Que chora por entender tudo aquilo que eles ousaram esquecer,
Eu sou a pobre morte indesejável e inevitável que em meu canto
Em algum e qualquer que seja o lugar, espera você.
Que chora por entender tudo aquilo que eles ousaram esquecer
Sou eu pobre menino assustado que vê sua pipa no céu
A voar, a voar e voar, e não entendo porque cargas d'água eu tenho pés
Eu tenho pés, não tenho assas, não sei chegar onde eu quero,
Não sei ouvir as rezas das senhoras nem os conselhos de minha mãe,
Eu sou uma poderosa bruxa sedenta por conhecimento e magia
Que chora por entender tudo aquilo que eles ousaram esquecer
Sou uma pobre menina excomungada pelo padre e pelo pastor
Que vê suas verdades serem chamadas de mentiras e deturpadas
Por entre livros e programas de TV,
A verdade hoje em dia é daquele que a pode comprar,
E meu poder não compra uma transmissão, uma cadeira no senado,
Não tenho paciência para as blasfêmias e fogueiras que você
Como um santo homem sábio que finge de tudo saber armou pra mim,
Sou filha da lua que segue suas fases, que está cheia de vida na cheia
E que sangra na minguante, sou filha da terra, por isso para muitos
O céu é um lugar que já não posso entrar, mal sabem eles que fui eu
Eu que ergui seus mais divinos altares, nada existiria sem mim,
Eu sou tudo, e de tudo eu tenho, mas eu ando desacreditada,
Eu estou sem fé e sem santo, sem casa e sem templo
E para mim, tudo o que eles não tem é tempo,
Eu sou a morte que chega primeiro aos pássaros em pleno voo
Que te encontra numa certa esquina com a face de um ladrão
Ou sou aquela curva na estrada que você não soube evitar
Porque em verdade era lá que estava eu, de braços abertos
Pronta pra te ver voar,
Sou, sou a temida morte sedenta por sangue e por almas
Que chora por entender tudo aquilo que eles ousaram esquecer,
Eu sou a pobre morte indesejável e inevitável que em meu canto
Em algum e qualquer que seja o lugar, espera você.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Em teu nome
E o que me prende é a incerteza de não saber, mas de sentir.
A alma de tão clara chega doer os olhos,
O sorriso vem manso como uma canção de Tiê,
Mas eu, eu realmente não sei o que quero dizer,
Pode ser sobre chuva ou bossa-nova,
Ou essa estranha saudade bonita que sinto de você.
O que sei é que o tempo não contempla o tempo,
E afinal, quanto tempo se passou,
Desde que minha alma te deu um beijo meu?
Eis que aqui não falo, confesso,
Eis que aqui meu refúgio é meu e teu,
Como o pouco do muito do que senti
E dessas lembranças casuais que me invadem a mente
Que mentem para mim quando me dizem que é o fim
Sei que não é, pois tenho cravado na mente
E em teu nome mil vidas viver em um só momento,
Momento de reencontro, momento de desejo,
Momentos sagrados na mais completa escuridão de um beijo
E neste sentir eu poderia ali ficar até dormir.
E então, como uma mera pagã em terra de deuses
A tua lembrança apareceria, me despertaria,
Me chamaria pra dançar, porque só sei dançar com você,
E assim, em palavras sinceras te desenho dentro do que sou
E proclamo então a tua boca um reinado meu,
Como quem da morte zombou quando foi embora
E fez todo mundo achar que o amor morreu.
Mas, amor não morre, amor aprende a encontrar um canto que possa estar,
Ele não pede permissão, ele não nos faz escravo, mas exige servidão,
Ele, pelo simples dom de ser eterno invade e fim,
Da mesma forma que as noites te encontro em meus sonhos,
Te encontro para tantas outras aventuras viver,
E que feliz seria eu se pudesse um dia, de amor morrer.
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