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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Vitória


Vitoria que veio com o vento, de todos os seus beijos, nenhum foi de amor.
Vitoria que em uma noite rasguei a pele, me embriaguei na carne, contei segredos, morri de amor.
Vitoria que foi minha derrota, me nocauteou os nervos, me ensandeceu a libido, e quis fazer amor,
Vitória que não entendia a urgência que minha mão sentia a desvelar cada centímetro teu.
Vitoria que me falou da vida, é antagonista do que finge que viveu.
Vitoria que jura ao deus que não acredita que apesar de tudo é santa, e que vende a alma que já perdeu.
Vitória de alma solta que num passo lento, pela minha vida tão rápido passou.
Vitória se ao menos soubesses que em uma noite fostes tudo que eu quis ter.
Vitória, poderei eu Vitória um dia amar você?
Vitória que como uma pedra num rio marcou minha vida mesmo que não possa transparecer,
Vitória, sei que minha alma treme com cada deslumbre de que possas me pertencer.
Vitória, por ti meu amor sempre será platônico, porque sei que tu eres como vento,
E o vento não foi feito para pertencer e nem e permanecer.
Pois, sobre Vitória, só sei que o mesmo vento que a trouxe foi aquele que me tirou:
Sua alma suja, Vitória.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O buraco do mundo

O problema são as noites em que eu não sei o que fazer, eu sei que dói, dói viver em mundo marcado e feio, onde somos meros joguetes feitos para acabar, ilusionados achando que podemos ser alguma coisa, mas céus, como somos pequenos! Precisamos de união para sermos grandes, se é que ela existe, se é que podemos.
O que me dá raiva é saber que tem tanta gente reclamando do que tem quando alguns não tem nada, e você liga a tv e vê gente morrendo, morrendo por Deus, que Deus é esse que mata? Que mundo cheio de oportunidades é esse que esmaga todo mundo que tenta pensar, que pequeno universo é esse governado por gente pequena, mesquinha e egoísta que não dá as caras?
Eu não consigo ser totalmente feliz sabendo que tem tanta gente sofrendo enquanto eu estou tendo uma boa noite de sono, não por eu ter mais que muitos, mas, porque eu sei que muitos deveriam ter o mesmo, ou mais que eu.
O que dói é saber da existência do buraco do mundo, é minha consciência universal que sabe e me diz que tenho que ser mais e fazer algo que valha a pena, e eu só não sei o que fazer, porque eu sei o que me comove, só não sei como me mover.
E sigo inconformadamente inconformada até descobrir.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Eu e o mar

Sobre o mar eu sei da calma.
Sei que nele, tudo que vai um dia volta.
Sei um pouco do mar e da alma.
Da onda que bate lento e repetidamente,
Que não cansa nem desiste, que vence
E vence pela insistência e presença,
Não pela força.
Sobre o mar eu sei que as cores mudam
De Maceió, Aracaju ou Tulum, não é o mesmo mar.
Também não sou eu a mesma que adentra nele,
Que pede proteção, sei também que fui feita para acabar,
E que o mar que viu tantas juras de amor viu alguns deles morrerem,
Morrerem afogados também.
Sei que para chegar nele existem várias rotas,
E todas elas levam a meu coração,
Seja inverno ou verão,  eu vou amar o mar.
Vou contemplar e desaguar quando preciso for,
E que nessas vida eu só seja condenada a morrer de amor,
Indo e voltando como quem persegue o mar.
Com o desejo de quem para ele ainda não voltou.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Sobre mim, sobre eles, sobre eles em mim




Mulheres.
Nós idealizamos demais. Quase sempre buscamos por aquele cara bonito, cheiroso, com barba por fazer e bem vestido que aparece nos clipes indie que embalam nossas tardes com as amigas ou noites solitárias com um bom vinho na boca, sonhamos com aquele homem de olhar penetrante e convites sinuosos, nosso inconsciente almeja encontrar, esbarrar por aí um dia com James Dean em seu blue jeans e camisa branca, e mesmo que não seja assim, a gente busca, a gente caça, a gente procura por perfeição.
Mas, é tudo um ato!
Então, um dia a gente cansa de procurar, se distrai e conhece alguém, e quem diria! Ele te lembra muito os príncipes da Disney que a gente via na infância. Ele tem um sorriso encantador, um charme natural que te hipnotiza e é romântico, é educado e tem tudo que sua mãe gostaria de ter em um genro, e faz tudo o que você gostaria que um homem fizesse. Ele é seu primeiro amor e você não pode se sentir mais confortável que isso, planeja uma vida inteira de planos a dois, não é difícil desejar um futuro ao lado dele e é exatamente isso que você quer por um bom tempo... Até você perceber que quer algo mais.
A gente precisa de amor, mas, só queremos o perigo.
Então, a gente encontra o perigo!
Aquele cara que te desnuda com um olhar e toda sua autoconfiança, que sabe de tudo e tem todas as respostas na ponta da língua, e por um tempo esse relacionamento "quebra de braço" é bem instigante, mas, logo você cansa.
Cadê a calmaria do primeiro amor?
Ela nunca vai voltar. Você não quer de volta também, mas, vai sentir falta, ah, vai!
E nesse momento você cansa dos extremos (mesmo sabendo que eles fazem parte de você) e deseja algo comum, trivial como você vê que seus amigos tem, como qualquer casal nas ruas e não demora muito para encontrar, e você quase aceita isso: andar de mãos dadas, ter um carro do ano, filhos, é tentador! Você quase se rende ao convencional, mas algo dentro de você grita e você se apavora!
Porque no fundo você sabe, ainda há tanto a se viver, e você quer de tudo um pouco ter, menos a falsa normalidade.
Afinal, olhando de perto ela nem mesmo existe.
Então, você escuta a voz que sempre falou dentro de você, você quer ser livre, e você faz tudo que pode para se libertar, em pouco tempo está voando e descobrindo lugares e olhares que você nem sabia que existia, você começa a conhecer o mundo e se apaixonar por ele, e depois disso tudo você nunca mais será a mesma, e no meio de tantas descobertas você descobre ele. Não, o mundo nunca mais seria igual.
Você se sente profundamente a vontade com aquele total estranho que dança tão bem e em pouco tempo estão viajando para lugares que ambos nunca tinham ido antes, você se deslumbra com a paisagem e com a doce disposição daquele lindo rapaz que fala em outro idioma e as vezes rápido demais para que você entenda, mas você presta atenção em tudo, naquele sorriso, naquele olhar, você imagina até como é o calor das mãos deles. Curiosidade.
Ele começa a se desvendar um pouco e conta tudo que viveu em outros continentes, em um universo paralelo que você nem existia, que na verdade nem ele de agora existia também, você se sente empolgada e fala um pouco do tudo que já passou, conta o que sobre o seu país que ele não conhece, e sua terra, para os olhos daquele lindo estrangeiro, é um lugar estranho e desconhecido, é uma possibilidade de belezas e aventuras, justamente como é a terra natal dele a você, que em pouco tempo se torna a terra do seu coração, você se acostuma aos sabores, as paisagens e as cores do novo mundo que se abrira para você, que seria sua casa pelos próprios meses, e você nem tem ideia de tudo o que iria viver.
E se eu te contasse, você teria pego aquele avião?
Mas, isto é sobre um futuro que você nem sabe que existiria. Eu falo do presente, e seu presente está se ligando cada vez mais àqueles olhos e braços, ao mundo compartilhado que ambos estão construindo e fluindo e não demora muito para um 'eu te amo' sair de sua boca, e depois de algum tempo, você escuta este mesmo som sair da boca dele também.
Isso realmente está acontecendo?
Não demora muito para você saber que sim e aceitar e viver o máximo que pode, cada segundo com toda a intensidade que sempre esteve lá em você, e você está feliz em deixar tudo transbordar. Você é feliz e sabe disso.
Então você escuta outra vez aquela voz de liberdade, mas você não quer ser livre sozinha!
Você lembra de tudo que viveu e agradece por ter chegado até ali, e quando não espera encontra alguém com os mesmos anseios que você, a mesma liberdade. E você quer, mesmo sabendo que não foi feito pra durar.
Mas que dure! Ele tem o mundo na bagagem  e sonhos bonitos no coração, você viaja enquanto o ouve contar de
Mas você tem uma passagem e um avião te esperando, uma vida e um adeus inaudiável, mas, tudo que você quer é um até logo. Nunca seria a mesma.
A princípio você sente dor além de vontade de ficar, o avião ganha altura e você vê tudo ficando pequeno lá fora e gigante dentro de você, você chora e se desespera, mas não, não há o que fazer. Você vai querer aqueles olhos  selvagens te olhando novamente, mas não os verá, vai se sentir livre e tentará encontrar um certo conforto em sua alma ao pensar "eu ainda sou livre, eu ainda sou eu, isso não vai me matar. Amor é liberdade".
Mas, você está cega demais para lembrar disso porque você tem apego, raiva das circunstâncias, vontade de voltar o tempo, de tê-lo de volta e mais, e mais e mais... E você beija outro rapaz e sente que foi cedo demais, e ele diz que conheceu uma nova garota.
E mesmo assim as noites serão difíceis por um bom tempo para os dois, e poucas vezes será admitido por ambos a dor de sentir a ausência da presença desse amor.
Ele vai dizer que sente tanto como você, mas, você é mulher, regida pela lua e aflorada desde nascença, já acha natural que você sofra um pouquinho mais. Vai sentir falta dele como as estrelas vão sentir falta do sol nos céus da manhã, mas você vai continuar, porque nenhuma dor te rasga pra sempre, o que fica é o amor e tudo que você aprendeu com eles, o que você aprendeu com ele.
Obrigada a todos, e a ele. A ele eu digo que não espero, mas desejo muito, enquanto este querer seja mutuo um "te encontro algum dia nas ruas do mundo", e neste dia, ah, neste dia eu sei o quanto serei minha para então ser tua.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Os Olhos Selvagens


Hoje vejo o mundo maior do que eu poderia ver a alguns dias atrás.
E estes dias se passaram em anos, em séculos de cegueira,
Tempo este que eu não era capaz de entender a beleza dos morros da estrada,
Que meu tempo de contemplação ao crepúsculo do sertão nem se quer existia,
Teus olhos que tanto me mostraram o mundo foram os olhos que me cegaram, junto aos meus,
Mas não te culpo, eu, que te deixaria me guiar para toda e qualquer direção,
Agora eu só quero seguir com meus pés para todos os lugares que ainda não fui, e vou,
Todos os lugares que todas essas milhas de distancias vão me levar para longe de você,
Onde a felicidade vai encontrar eu mesma, vai sorrir e me mostrar,
As cores que eu nunca me permiti enxergar,
É hora de ver o mundo com meus olhos selvagens,
É hora de renascer.

O que eu queria



Eu queria que ele não risse tão alto,
Eu adoraria que ele se vestisse melhor,
Eu amaria que ele fosse mais romântico,
Seria tão bom se ele sorrise pras fotos
Em vez de só fazer caretas,
Eu gostaria que ele não comesse cebola,
E admito que a vida seria mais simples se
Ele não fosse tão covarde,
Eu estaria bem satisfeita se ele abrisse a porta
Ou puxasse a cadeira para mim,
Eu seria tão feliz se ele lembrasse do que eu
Eu disse a cinco minutos atrás quando conversamos,
Mas o que eu queria de verdade é que
Mesmo com tudo isso isso,
Ele ficasse.
Eu queria que ele pudesse estar comigo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Desde tu abismo


Tu eres como um abismo, como el canto de la serena,
Y yo, yo me llevo por tu cantar,
Estoy siempre, siempre a un paso de aventarme, de caer dentro de ti,
Estoy siempre, siempre a un paso de perderme de mi.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A mala


Dentro de uma mala há chegadas e partidas, há encontros e despedidas,
Dentro de uma mala há sonhos e expectativas, há caminhos sem volta,
Há regressos saudosos, há amores, existem também olhos que nunca mais se cruzarão;

Dentro de uma mala pode existir um adeus sem precedentes,
Há encontros ausentes, frustrações, decepções,
Há tudo que cabe e não cabe no coração.

Dentro da mala cabe promessas também,
Há um sim e um não para cada ocasião,
Cabe o universo de chegar e de ir embora,
Há também a mão que a leva e a mão que acena e se despede,

Cabe o choro de quem ficou na estação,
Cabe o sorriso de quem acabou de chegar,
E foi de encontro aos braços de alguém,
De alguém que não quer deixar,

E a mala? A mala vai continuar lá esperando o dia de embarcar,
O dia de chegar e de partir,
Partir para outro destino,
Ver um coração se partir, ver um coração se abrir,
Ver a incrível capacidade que temos de amar,
Mas a alegria da mala é a transição de chegar ao porto e de partir,

E de lá de dentro dela, será que cabe um presente para mim? 

domingo, 14 de setembro de 2014

Somos nosso próprio rei


Quando eu me apaixonei eu nem ao menos sabia, mas eu sentia que alguma coisa em sua alma, na luz que vi emanando dele enquanto dançava era algo do tamanho que eu queria ter perto, e eu estava a altura, e de alguma forma maravilhosa a luz dele encontrou a minha, e desde então nossos dias não mais são iguais.
Eu poderia contar mil vezes essa mesma historia, e ainda assim seria diferente, e eu poderia outras mil falar de um príncipe que conheci em um bar, algo nada usual em contos de fadas, mas isso não é um conto de fada, é a minha vida, é sobre o meu amor.
E mesmo com todas as limitações da vida real, ele é um príncipe de uma pequena cidade, eu a princesa de um reino tão distante e desconhecido para a grande maioria dali.
Meu principe abdicou de seu império para ter como reino só o que seus pés puederem pisar, reino este que ten a extensão de até onde a vista alcança, meu principe escolheu um mundo que ele pode tocar, mas, apesar de toda essa efemeridade que ele escolheu ter como vida, ele também optou por meu coração, e meu coração não quer estar em outro lugar onde não esteja o dele batendo, meu reino continua distante, mas meu amor sabe exatamente como chegar até ele, meu reino, e pela liberdade e vontade escolhemos governar o mundo, com a simplicidade de quem não manda em nada e sempre pede licença pra entrar e com a leveza de quem não é daqui e nem veio pra ficar.

domingo, 31 de agosto de 2014

Deixa eu escrever sobre o teu corpo  as ideias de amor que eu guardei só pra nós.

sábado, 30 de agosto de 2014

Sus besos, son sus besos que aun arden en mi cuerpo, aún puedo sentirte en mi en cada temblar, si, te hecho de menos.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Será que ele sabe?


Será que ele sabe?
Sabe que ele não é o meu primeiro pensamento do dia, nem ao menos o ultimo, mas sim o mais lindo e melhor pensamento do meu dia?
Será que ele consegue entender que cada dia que passa é um dia a menos que tenho que passar longe dele?
E que o vento a cada momento me lança por um caminho sem volta, um caminho que me leva até ele?
Será que ele conseguiria compreender se eu falasse em seu ouvido que não existe a distancia e não existe um adeus quando se quer de verdade?
Se ele fechar os olhos, ele poderá ouvir a conspiração do universo? E que uma vez que os caminhos estejam cruzados não vai demorar muito para que a gente se esbarre na estrada?
Será que o coração dele consegue sentir que o meu emana poesia só de te ver passar,
Em um sonho quando você me beija na madrugada como em tantas outras noites de primavera, a minha segunda primavera do ano?
Será que ele já percebeu que o tempo não existe e o que existe é uma saudade imensa do meu lado, saudade que não me machuca, mas que me inclina a pensar que o mundo é tão mais belo depois que você chegou, e eu não vejo a hora de te olhar de novo nos olhos e dizer sorrindo desde a alma: "bem vindo meu amor!" Te pegar pela mão e te mostrar o meu reino que ele nunca visitou e já o pertence também.
Eu espero que ele perceba e que aceite tudo isso com o coração sincero e a alma disposta, exatamente como o conheci, exatamente como me apaixonei.
E continuo me apaixonando de novo, de novo, de novo e de novo... E meu Deus, tomara que ele consiga entender que o tempo e o espaço são frágeis testemunhas de tudo o que minha alma quer compartilhar com ele. E vai.

sábado, 16 de agosto de 2014

Alice em duas partes: eu não estou com sorte


— Meu amor, eu morreria de tédio se você não tivesse aparecido! — disse ela indo naturalmente para os braços dele e dando um selinho demorado enquanto apertava levemente a camiseta polo de Felipe na altura dos ombros — Eu estava dizendo a Alice que estava vendo uns roteiros sobre essas praias, e queria mostrar a ela um bom lugar para surfar, é incrível ter um lugar tão lindo a nossa disposição, não é Alice?
Eu engoli a seco, o que poderia dizer?
— E eu disse a Amanda que eu não gosto de surf nem nada do tipo, só gosto de tomar sol aqui... Sozinha. — disse eu olhando o mar se perder no horizonte azul.
— Ora, ora, sempre mostrando que educação não é uma de suas principais qualidades, bem, deixa ela pra lá, Amanda — disse Felipe passando o braço por cima do ombro de Amanda e beijando seu cabelo, Deus como isso me irritava! E ela sorria ironicamente de um jeito que só eu poderia ver. — Podemos pegar nossas pranchas agora se você quiser.
— Pode pegar para mim amor? Eu não quero perder um minuto desse sol nascente!
Felipe suspirou duas vezes e depois foi sem questionar nada, eu apenas bufei e esperei ele entrar em casa para fazer o mesmo caminho deixando Amanda pra trás. O que não vi foi que em poucos passos ela me seguiu, já estava bem atrás de mim e sussurrou em meu ouvido "eu ainda não acabei com você!", dizendo isso e beijando meu ouvido. Me afastei o mais rápido que pude e entrei no quarto.
O dia começava a entrar pela cortina deixando a madeira escura com tons alaranjados, Roberto dormia a sono solto e eu entrei tão silenciosa quanto quando saí, fui em direção ao banheiro e tranquei a porta com todo o cuidado, então cai no chão tremendo, não sei se de frio, ou de estresse, ou raiva, ou os três, só tremia, então abracei minhas pernas e afundei a cabeça no meu colo, sem perceber eu já estava chorando.
Droga, como eu fui me meter nisso tudo? E porque ela, justo ela tinha que aparecer aqui? E porque meu coração se sentia tão violado quando eu a via beijando Felipe? Se eu ao menos tivesse para quem voltar...
Mas, não há regressos no meu caminho, eu não sou o tipo de pessoa que quando tudo dá errado tem um lar seguro para voltar, ao menos não sou a muito tempo, Alice não tem para quem ou porque voltar, porque Alice está dividida em duas partes, e nenhuma destas partes correspondem a algum lugar ou a alguém.
Então depois de muito choro e frio, eu fiz o que eu tinha de fazer, limpei meu rosto, me encarei com o meu melhor sorriso e fui sorrateiramente para a cama em que um homem mais velho e que se achava o dono do mundo e a pessoa mais esperta do mundo estava dormindo, mal sabia ele tudo que estava acontecendo em baixo de seu nariz, e é melhor assim, se ele soubesse, estaríamos todos mortos.
Quando finalmente consigo fechar meus olhos e tento me concentrar para dormir, escuto a voz de Roberto, mais rouca do que o costume por conta da hora.
— Eu sei que você não está dormindo, e eu sei que você não estava nessa cama por toda a noite, você acha que eu sou idiota?
Eu poderia muito bem responder o que eu realmente pensava e acabar logo com tudo isso, mas algo me impediu, eu ainda era a Alice que gostava do luxo e das facilidades de estar ao lado dele, sim, uma covarde.
Uma covarde fudida que não fazia ideia do que responder.
— Eu não vou perguntar duas vezes, Alice.

domingo, 10 de agosto de 2014

A manhã me acertou como um soco no estomago, a verdade é que por mais que a gente saiba que vai cair nunca está preparada para a queda, e eu não me acostumei.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Eu pouco sei do que penso que sei.
Passo, fico, fingo, analiso, sinto aos poucos, como se fosse um filme, como se fosse aquilo que deveria ser mas não é e depois e boas eu vejo que a única saída é sentir, sentir até não poder mais, sentir sem medo da queda, do fim, do dia seguinte, do desconhecido, vivendo cada dia como se fosse o ultimo e esperando que o amanhã seja bom, seja como a estrada que vai além do que se vê.
É como o vento, o vento que é tão livre que dá raiva, é como o vento, o vento que passa por mim, me movimenta e não me tira do lugar. A liberdade que almejo não é para mim, não é desse mundo, as vezes assisto a vida em pausas, com uma pressa que me faz caminhar por caminhos escuros, caminhos desconhecidos e selvagens, que me faz flertar com o perigo e seguir o rumo que não é meu para chegar exatamente onde eu quero estar por cinco minutos e depois não quero mais.
Como aquela música que de tão verdadeira de doí no peito, mas você não sente, você não sente nada e tudo o que você quer é sentir. Mas e se for um sonho? Que é um sonho? Talvez seja viajar em alma ouvindo essa doce canção que te acorda e te coloca junto aos seus, e a todos aqueles que você ainda não conheceu e ainda vai. Eu sei que vou.
E aprendi que as vezes a vida me dá exatamente o inverso do que vou querer, do que preciso ter, justamente para entender que o inverso é bem aquilo que eu queria, só que em verdade, ainda não sabia. Como o ir e vir de um balanço, um pêndulo que vai e volta chamado vida, chamado carma, chamado aprendizagem e vou e volto sem parar e sem dizer não.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Nota sobre o amor

E quando mais eu te amo mais eu aprendo sobre mim, sobre o amor, sobre você.  Como pode algo tão intenso ser tão leve? Ser tão bonito? É como aprender todos os dias e sempre voltar por mais, mas, sempre andar pra frente.  Sentimento de ser amada por você e por todo o mundo e de tudo, de tudo poder.  Não existem limites pars aquilo que se sente desde a alma.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

O mundo nos pés



O mundo aos meus pés.
Descalços, cansados.
Insatisfeitos, insaciáveis.
Pés de louca.
Louca de vontade de voltar.
Voltar pra te pegar pela mão.
Louca pra rodar o mundo.
Rodar o mundo de mãos dadas.
Me dá a mão e vem comigo?
Vem comigo ter o mundo.
Ter o mundo aos nossos pés.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Se propôs a ser o sol e brilhou, e brilhou, e brilha, ah, como brilha em minha vida.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A felicidade do tempo ao contrário: o que é tempo?


Acho que felicidade também é querer, não apenas ter. Acredito que felicidade também é olhar pro céu e ver um avião e sentir vontade de estar nele. Acho que é de uma felicidade valente sentir vontade de voltar pros braços de alguém. É incrível este sorriso discreto de quem tem alguém para quem voltar, porque não existem dias a mais longe de quem se ama, o tempo, neste caso é regressivo, eu conto os dias que passam e me levam até meu amor, conto os dias que eu estarei de novo em um avião, e contar o tempo ao revez é de uma felicidade genuína.  

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Dia 9


Era 31.
O começo de um fim, o início de algo que eu nem ao menos conhecia, era um novo país, era também uma nova descoberta sobre mim.
Era dia 1.
E o frio começava a partir minha boca, mas eu não me importava, estava maravilhada com as cores e sabores que eu estava apenas conhecendo.
Era dia 2.
E eu estava aprendendo a andar e a viver a capital que não era do meu país, me perdendo e me achando nos moseus, castelos, molumentos, movimentos.
Era dia 3.
E na casa azul eu chorei, eu chorei e confirmei meus votos de fazer da arte algo maior que eu, de caminhar por um caminho bonito.
Era dia 4.
E uma nova cidade para chamar de lar, hora de conhecer uma nova família, de me adaptar a tudo que seria meu por meses incertos que eu jurara que seriam felizes.
Era dia 5.
Era dia de conhecer tanta coisa que eu nem tinha ideia, era dia de festa, de feta e de festa.
Era dia 6.
Eu já nem dormia, encantada com as águas cristalinas que eu nadava e a solidão bonita que eu sentia.
Era dia 7.
E eu nem fazia ideia do que se aproximava, só sentia os dias passando frenéticos, enquanto eu me perdia na cidade e me achava a metros de casa.
Era dia 8.
Mas que ironia, será que o vento da mudança já havia me atingido e eu nem ao menos sabia?
Então, chegou o dia 9.
Eu fotografava tudo, eu vi um moço dançar, e meus olhos não conseguiram seguir mais nada que não fosse seu caminhar.
Dia 10.
Eu só queria voltar ao tempo e ter um pouco mais do dia anterior, mas,
No dia 11.
Eu só queria ter mais do que tive no 9. O mês foi se contando distintamente, despreocupadamente, deliciosamente, porque já não importava o dia, eu tinha ele em minha vida, e mais que isso, eu o tinha dentro de mim cada vez mais a cada hora que passava.
E seis meses se passaram, e eu só quero ter tudo o que eu tive naquele dia 9 de Janeiro e só fez crescer dentro de mim desde então, e como esse dia, eu continuo te querendo com a alegria de um pássaro, continuo querendo te entregar minhas manhãs, minhas tardes, noites, madrugadas e eternidade.

terça-feira, 1 de julho de 2014

A Volta



Voltei.
Não sei por quanto tempo, sei que a saudade que batia de um lado, agora, bate de outro.
Sei que a cidade mudou, a cidade cresceu, minha casa parece menor, meu quarto também não é mais meu. As medidas mudaram, ou fui eu que cresci?
Me sinto um pouco estranha, um pouco incomodada, um pouco maravilhada, como Alice quando cresceu demais, como Alice quando encolheu.
"Beba-me".
É o que a vida está me dizendo a cada pouco segundo que nem se quer passa e já vira passado, é o que eu espero em cada vento que bate trazendo o futuro.
Eu não sei de que tamanho estou, mas, eu acho que expandi.


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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Eu vi e tive a ousadia de ver


Eu vi poesia onde muita gente não viu nada, talvez viu lixo, talvez viu clichê, mas eu vi poesia, e eu fiz mas, eu me apoderei dela, eu a reinventei, e tomei ela para mim, fiz disso parte da minha vida, muita gente ignora ou nem se quer sabe, mas existem diversos mundos na minha cabeça desde que eu tomei consciência disso a muito tempo, em uma infância que eu mal recordo, mas eu recordo de como o sol era amorosamente quente às cinco da manhã e de como as nuvens tomavam formas engraçadas que me faziam rir, e de como os postes da estrada noturna me pareciam estrelas e me fazia chorar, e do quão irônico é eu continuar me perdendo por tudo que é belo, e vez ou outra, falso.
Mas eu me tornei quem sou hoje através do mundo que inventei, de tudo que vivi em meus sonhos, de todas as ideias malucas que me fizeram rir enquanto ninguém entendia, das histórias que inventava nas aulas de matemática que nunca entendi, ou dos desenhos que nunca mostrei, das cicatrizes que eu oculto, das dores veladas e dos sorrisos frouxos, eu vi poesia em tudo que vivi e ninguém sabe e eu continuo vendo e as vezes penso que se um dia eu as rasgo, sairia tão colorido que ninguém no mundo poderia enxergar além de mim, e além de mim, quem há? Existe alguém que possa ler essas linhas, e pior, alguém que possa entender?
As vezes creio que não. Talvez em Babilônia, talvez em Yargo, Talvez em Rainin, talvez em lugar nenhum, talvez quando a sua voz me falou: vamos. Penso que aí sim, eu posso ir e ensinar a você um pouco de tudo que eu não sei.
E o que te configura? 

- Izis Vieira, aquela que capturou a lua pra ela mesma.
Posso dizer que em parte, eu estou em partes, e estas partes tem vontades próprias, concórdias e discórdias.

Duas Partes: indo querendo ficar


Parte de mim só pensa em ficar,
Outra parte só quer partir, e eu não vou admitir,
Também não quero ir para casa,
Parte de mim não sabe onde quer estar,
Parte de mim parte, outra fica.

Parte de mim quer muito ficar com você,
Outra parte só quer saber o que vem depois,
Parte de mim acredita em você,
Outra parte, teme nossas duas inconstâncias,

Parte de mim acredita no pra sempre
Enquanto outra parte conhece muitos adeus,
Parte de mim só quer dizer 'até logo'
E a outra parte só consegue concordar.

Parte de mim está desesperadamente feliz,
Outra parte, sofre no silêncio do desconhecido,
Parte de mim só quer abrir as asas e voar,
Outra parte está em pleno voo a tempos.

Parte de mim sabe que estamos aqui só de passagem,
Outra parte, tem toda a avenida pra ser muito feliz,
Parte de mim pede passagem pra viver a vida,
Enquanto a outra parte, ah, a outra parte já se foi,
E nem viu o bonde passar.

Mas, o que minhas duas partes concordam é uma coisa só: é tempo de mudar.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Tudo que nos cabia


Nos melhores dias de minha vida eu não tinha muito,
E eu não precisava de muito também.
A gente estava deitada em cima de um lençol no chão mesmo,
Um contemplando a presença do outro, naquela tarde de Junho escutando Pitanga e a chuva das três da tarde,
Sorrindo, contentes, tudo que não precisávamos, mas queríamos estava ali naquele quarto.
Cabiam sorrisos e beijos, tudo se encaixava sob a forma em que a luz daquela pálida tarde tocava nossa pele,
Cabia uma eternidade inteira dentro de todos os "eu te amo" ditos e não ditos, cabiam dois universos que só estavam por começar, cabia em mim, cabia nele também.
Eu realmente sabia o que era ser feliz e muita dessa felicidade eu aprendi nesse lugar, nos braços dele, na nossa troca de olhar.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Sobre um moço: o que nós fizemos


Eu queria escrever sobre um garoto,
Um garoto que um dia disse a si mesmo que queria ganhar o mundo.
E ele o fez.
Eu queria muito poder escrever sobre como foi sua vida na França, mas eu sei tão pouco, sei os fragmentos de suas mémórias que vez ou outra ele me fala com tanta, tanta empolgação, de todos os lugares, rostos e sabores que ele conheceu, ele queria levar para viajar um pouco de sua alma de aventureiro.
E ele o fez.
Eu queria falar um pouco sobre o menino que sempre está rindo e fazendo piada de tudo, mas que, raios, é a pessoa mais estressada que eu já conheci na vida, ele que ocupa todo seu tempo com suas coisas, ele que queria ser dono dele mesmo, e para isso, teria que levar seu mundo em suas costas.
E ele o fez.
Mas, ao mesmo tempo, eu queria falar que esse menino tem um coração bonito o suficiente para que eu queira viver dentro dele para sempre, e eu queria dizer que talvez, se outro garoto tivesse me puxado pra dançar eu não teria aceitado, mas foi você.
E eu o fiz.
Eu quero falar, com muito carinho de um moço que abraça apertado enquanto dorme, e que mesmo dormido fala o quanto me ama e o quanto se importa, mesmo que no outro dia não se lembre, aquele moço que ocupa quase toda a cama, que está dormindo bem quieto, e eu penso que vai ficar assim, então eu levanto, e quando eu volto.
Droga, ele fez de novo.
E eu me espremo pra alcançar uma parte na cama, do cobertor, e ele me abraça e o mundo fica um pouco maior e um pouco menor, um pouco maior e um pouco menor, sim.
Ele fez de novo.
O mundo fica do tamanho das batidas do seu coração, grande o suficiente para que eu caiba, grande o bastente para amar e ser amada, grande o suficiente para caber dois infinitos que se encontraram, que se amaram, e que se ama, que se amam.
Nós fizemos isso.
Eu queria falar para esse moço que eu sinto muita vontade de ficar, então, mesmo que não seja fisicamente, eu vou ficar sim, e eu acho que ele também quer, e eu queria falar pra ele que em português nós não costumamos falar "adeus" para pessoas que queremos rever, então, eu sempre vou dizer "até logo" para ele, e pedir aos céus, as terras, aos ares aos mares que esse logo nunca demore.
E que o tempo faça isso.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

E se a verdadeira liberdade existir em não existir?

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Eu sou uma raposa. Eu sou um lobo. Eu sou um leão.



Sou uma raposa. Sou um LOBO. Sou um leão.
São 15:45, horário de Cidade do México, escrevo desde Mérida, e eu queria realmente datar isto para que um dia eu possa reler, ou que alguém, seja quem for que se dispunha leia também.
Quero dizer que estou feliz, feliz de dar aqueles sorrisos de dentro pra fora, sabe? Aqueles que quando você percebe já está em seu rosto? Eu queria registrar também que não sou daquelas pessoas que ocultam sentimentos, nem alegrias nem tristezas, afinal, para que fazê-lo? E você pode me perguntar, e porque não fazê-lo? Bem, acredito no estado de espírito, no estado de graça, e eu penso que quanto mais feliz você está, mais felicidade você transmite para o mundo, e que a felicidade está em coisinhas pequeninhas do tamanho de nada, e também nas grandes, a felicidade está exatamente onde nós queremos que ela esteja, e eu escolhi carregá-la comigo, a cada dia e a cada momento, apesar de ser egoísta, não sou tanto assim, então, também escolhi deixar um pouquinho da minha felicidade para quem quiser compartilhar-la comigo, então, eu vos confio: vamos ser felizes? Deixar que essas vibrações entrem dentro da gente só um pouquinho, como quem nada quer, deixa ela ser como o ar que a gente respira, vai, deixa! Te empresto um pouco da minha enquanto escuto "Time of my Life", e realmente, eu estou tendo! Eu, não sei se mereço, mas sou uma pessoa bem abençoada, por Deus, pela Deusa, pelos Deuses, não sei por quem! Mas sou, isso tenho certeza! E eu tenho que agradecer, a Ele, a Ela, a eles, a todos que passaram por meu caminho e por alguma ventura não puderam ficar, mas, principalmente aos que pacientemente permaneceram, apesar de eu, em minha infinita pequenez ser um animal em busca eterna por seu lar, por sua gente, por tudo aquilo que me faz a cada dia acordar querendo buscar ferozmente a pessoa que eu realmente sou.
Eu sou uma raposa que busca ser cativada, sou um lobo que almeja a liberdade como se fosse sua próxima preza, eu sou um leão rei e caçador de ninguém mais do que de mim.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Gosto de traçar rotas, não fazer planos.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Só Para Começar


Eu não tenho mais medo, não, não, senti-lo, hoje eu sei, é bobagem,
O a mais difícil, o improvável e o inesperado eu já conquistei,
Eu já os tenho, já fazem parte de mim, então, depois de tudo isso,
O que vier será apenas mais uma parte do que plantei,
Mas um pouco de tudo aquilo que eu não construí, mas sim,
Deixei fluir. O adeus na verdade nunca existiu, e sim até breve,
Até logo, vou sentir saudade e logo vou te reencontrar.
Eu não tenho medo do não, porque sei que dentro de toda negação existem dois sims querendo sair,
E te digo mais, se você for capaz de perceber, dentro de mim há mais chegadas do que partidas, há uma imensidão que nem meus próprios olhos conseguem perceber. Sejamos infinitos, só pra começar.


Sóu, no plural de nós.


Sou, ainda sou a mesma menininha,
Aquela que chorava de contemplação pelas estrelas que não podia alcançar,
~estrelas falsas!~
Sou, ainda sou a mesma menininha,
Aquela que facilmente se perdia por tudo que era belo
~Vi diamantes onde só havia pedaços de vidro!~
Sou, ainda sou a mesma menininha,
Aquela que encontrava barro dourado no quintal e achava que era ouro,
~meu ouro de tolo sempre se desfazia!~
Sou, ainda sou aquela menininha, aquela moça, e aquela mulher também,
Sóu, com nós no plural, no verbo, no sentir e no pensar,
Porque sou tudo o que me constituí,
Sou os postes que pensava serem estrelas, também sou o pedaço de vidro e o barro,
~eu sou um poço ilusório do que eu achei que era!~
Mas, meu caro amigo e leitor, nunca, em nenhum momento se esqueça,
Por favor, por favor, por favor, eu te peço: NÃO SE ESQUEÇA:
Eu também sou a estrela que não alcancei, eu sou o diamante que não poli,
Eu sou todo o ouro que não encontrei, e sobre todas as outras coisas:
Eu sou o que você nunca vai saber, porque eu nasci para ser outra mulher, a que você nunca vai entender,
Eu sou a mulher que você não conheceu, eu sou todos os sonhos que ainda não vivi,
Porque eu sou o meio, o começo e o fim.


A Vida é a Lua


Me gusta pensar que la vida es como la luna,
Ha una parte de ella que conocemos,
Que podemos ver la parte chida, la parte ruda,
Cuanto de luz se puede refletir, o cuantas cicatrizes en ella podemos contar, 
Está al alcanze de nuestros ojos, pero,
Hay una parte que por mas que intentemos no vamos lograr a ver,
Algunas veces vamos querer ocultar lo que pasó antes,
Y focarmos simplesmente en todo lo que no podemos ver, 
Porque hay una parte que está envuelta en misterios,
Y derepiente, dia apos dia, sin que posamos darnos cuenta ella se muestra a nuestros ojos,
Poco a poco, y de repente, ella está llena, la vemos por completo,
Y cuando pensamos que ya sabemos de todo,
Mas una vez nos sorpreendemos: ya se acabó!
Al momento que pensamos que vivimos y sabemos de todo, ya no existimos.
La vida es como la luna, es luz y obscuridad,
Es todo lo que toca el sol y todo lo que nunca va tocar,
Es existir y ya no mas estar.

domingo, 11 de maio de 2014

E a vontade era pedir que ele voltasse,
Mas ele não iria dizer o que estava pensando, então só o deixei ir por hoje,
E a vontade é que amanhã ele volte,
E volte sorrindo de um jeito que eu não vou precisar adivinhar o que passa por sua cabeça, porque eu saberei pelo olhar.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

E creio que será como voltar para o lugar que sempre será meu, mas que eu nunca mais serei desde lugar.
E só me leve enquanto for leve.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Nova vida, novo país: quatro meses


Então, há quatro meses atrás, mais ou menos neste mesmo horário eu estava subindo em um avião para experimentar um pouco de uma vida nova, um país novo, uma outra América tão distante de onde eu nasci e cresci, longe de minha família, longe de meus amigos, de minha gata, do meu quarto, longe de tudo que sempre me pertenceu, o que eu encontraria eu não sabia, haviam poucas informações sobre Mérida, a cidade que eu iria me apaixonar em tão pouco tempo, havia incertezas e uma vontade incrível de recomeçar, de descobrir o mundo sozinha, porque eu sabia que a partir do momento que eu subisse naquele avião seria tudo por minha conta e que eu nunca voltaria para casa, não como eu era, não, outra Izis estava pra nascer, como um rio que nunca é o mesmo eu fui, fui e fluí.
Não sou dessas que escreve o tempo todo sobre minhas experiências, prefiro vivê-las, guardá-las, fotografá-las, me apaixonar pelas cores do vento que por mais que eu queira descrever, não posso.
Não posso dizer pra vocês que o céu noturno daqui é mais claro e azul, quase roxo, mas você pode imaginar, mas talvez não possa imaginar a cor do por-do-sol sem fim que começa às seis da noite, e como esse lindo sol se põe dentro do mar, a água aqui é um pouco mais fria do que o mar que eu nasci e cresci amando, a cor da água do Caribe me lembra muito Maceió, e a areia de Tulum me faz sentir falta da Praia do Francês. São tantas semelhanças e diferenças que meus olhos captaram, que viram memória a cada segundo que passa, que eu esqueço e lembro a medida que respiro o ar que quando me dou conta já saiu do meu nariz. "Tempo, por favor, não passe tão rápido!" é uma prece que eu faço sem sucesso todos os dias, porque eu estou encantada com tudo que estou vivendo, com as pessoas que venho conhecido, com as cores, os sabores que ando tocando e aprendendo a amar, com o respeito que estou tendo todos os dias e a simpatia que ando tendo e recebendo de tantos desconhecidos que vão se convertendo em amigos, do amor que não procurei e encontrei e que faz esses meus dias ainda mais coloridos e poéticos de uma forma só minha de ser e viver.
Não demorou pra me adaptar a esse ritmo frenético de vida, as festas, reuniões, viagens, como foi delicioso e apavorantemente lindo descobrir o que é um cenote e explorar vários deles, entrar em grutas que eu acharia que nunca conseguiria passar, ter minhas próprias rotas selvagens, conhecer Chichen Itza uma das novas maravilhas do mundo imponente, energética e hipnotizante, sentir frio até a boca rachar na Cidade do México, e lá conhecer a casa de Frida Kahlo e pela primeira vez na vida começar a chorar diante de uma obra de arte e de uma história tão fascinante, patinar no gelo sem medo de cair, conhecer gente do mundo todo, de lugares que eu nunca pensei que poderia ter contato e veja só, amigos! Viver com três mexicanos encantadores que em pouco tempo se tornaram amigos extremamente divertidos e importantes, como também duas brasileiras louquinhas e junto deles formar uma nova família num novo passo de nossa vida, essa fase tão linda que nós três estamos compartindo, além das três vizinhas que fazem parte dessa família bonita que fala línguas diferentes e mas que nunca tiveram problema pra entender o quão forte e bonita nossa amizade vem sendo! Conheci até Dulce María! Vi flamingos e nadei em um mar Morto, conheci o carnaval mais raro do mundo e ainda participei dele, com direito a trajes típicos, dança ritualística e tudo! Me deliciar com o simples prazer de ir para o lindo centro de Mérida e sentar ou caminhar vendo rostos de todo o mundo e ficar brincando comigo mesma imaginando de onde são e o que estão fazendo aqui, quais são seus sonhos, motivações, ou simplesmente qual idioma falam. 
Dentre tantas mil experiencias que por mais que eu tente me lembrar não cabem em um único texto, mas cabe no olhar.
Ver o céu estrelado sem lua e sem qualquer outra interferência de luz, ver cada estrela cadente caindo como se fossem em mim, são tantas memórias bonitas que fazem parte desse meu efêmero presente, e eu só consigo sentir que é justamente isso: um presente, um presente que eu e a vida nos demos, e eu me sinto tão abençoada nesses momentos.
E você pode me perguntar, e você não sente falta de casa? Eu posso simplesmente responder: não! Eu sinto falta de minha família e amigos, porque casa é só um imóvel e lar é onde vive o coração da gente, e hoje eu posso dizer que meu lar está dividido entre Brasil e México, e eu jamais serei inteira novamente, e eu não quero ser!
Santa felicidade, seja bem vinda!
Eu sou uma estrangeira longe de minha terra natal e que sente cada dia mais que tem o mundo como mátria e o amor como religião, e eu quero conhecer todo esse mundo que é meu, e sinto que todo o mundo me ama, e quero, de verdade ter a sabedoria de amar ele de volta, como alguém muito sábio disse um dia num bom filme, e é isso que quero.
Agora minha vida é doce como canela, e era exatamente isso que eu queria, e que continue sendo fluído e cada vez mais bonito, que seja meu, que meu norte nunca tenha um direcionamento certo e que meu caminho seja cada vez mais crescer, aprender e evoluir.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Enquanto Ele Dorme


Eu adoro a forma que ele sorri despreocupadamente enquanto aperta seus olhos suavemente, então para e me olha, e continua olhando, olhando e olhando, então me beija ou me chama pra dançar, dentre outras coisas, ele sempre quer dançar, e eu danço, com ele eu danço.
Eu odeio quando ele se empolga e fala alto como se fosse dono do mundo, como grita quando vê algo engraçado ou como se não tivesse ninguém por perto, ou fala sozinho, enquanto eu me aborreço eu paro, sorrio e falo para mim mesma também 'Deus! Ele é tão espontâneo!' Então, depois de quase um segundo de ódio, eu o amo mais.
E dos meus momentos de solidão compartida com ele, uma das coisas que eu mais amo é vê-lo dormir, como toma conta da cama inteira quando eu não estou por perto e me abraça quando eu me aproximo, me sinto protegida enquanto ele me abraça e eu velo seu sono, e eu acho que nunca senti nada parecido com isso antes, então eu fotografo.

Superenamorandome

Estoy enamorada por la vida y el viento que toca mi cara,
Mismo un poco caliente, estoy enamorada pela nuvem sin forma,
Y la hojas que caen sin destino,
Por cada poeira que mis ojos pueden captar en el viento y no pueden,
Enamorada por el aire que respiro, que adentra en mi cuerpo y no es mio, y que se va!
Esoy enamorada por el agua que compoe mi cuerpo y por todas las peliculas que aun no vi,
Y dentro todas esas pasiones estoy tambien, enamorada por tí!
Estoy enamorada tambien por estar feliz sin motivo especifico o aparente,
Y decididamiente, estoy enamorada por el facto de estar viva.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A mulher que espera no castelo, na casa, no lar


Há um certo glamour em não ser nada para o mundo, e ser o tudo de alguém;
Entenda minhas palavras, o universo imaginado dessa mulher e de sua espera;
Não necessariamente ela tem que esperar, ela pode gostar de fotografia,
Ou recitar e escrever poemas em sua solidão mais profunda de uma tarde de verão;
Ou até mesmo pode ela só ver novela e filmes antigos que passam na TV,
Pode ela também ler revistas e fazer cruzadinhas do jornal de ontem;
O fato é que ninguém mais sabe dela, nem o homem que a vê todos os dias,
Para o mundo ela é feita de mistérios, e para ele, é um mundo repleto de diversão,
Ou até de monotonia, eu também não sei;
Mas, é o mundo para o qual ele volta todas as noites e talvez nem saiba quem ela é.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Sobre Lutar e Fazer Poesia



Ele luta,
Eu faço poesia;

Eu escrevo,
Ele golpeia;

Ele tem força em suas mãos e pés,
Eu, a única força que tenho é um lápis e uma caneta;

Eu danço entre as palavras,
Ele dança com seus movimentos letais;

Ele envolve e imobiliza, 
Eu envolvo e levo além;

Ele faz arte com as mãos,
E eu também;

E os dois, de formas não tão distintas assim
Fazemos magia;

É como estar ao lado e não precisar olhar pro lado,
Porque, mesmo de formas diferentes, caminhamos na mesma direção;

A mágica de ser, estar e fazer o que nos encanta,
E encantar o outro ao fazê-lo.


Música


Eu nunca vou entender e sempre vou amar esse poder que só a música tem sobre mim, me arrepia o corpo, eleva minha alma, me transporta para algum lugar que não tem nome nem solo, transcendental sensação sonora que me transborda, oh, isso sim, é um paraíso sombrio, é o amor perfeito, o amor é feito de música e a música é feita de algo que me consome e me alimenta, que me alimenta e me consome. 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Manifesto dos Amores Fugazes



Eu, moça romântica de natureza egoísta quero que o mundo enxergue um pouquinho da forma que eu vejo as coisas, porque sinceramente é assim que deveria ser, e venho através deste declarar meu a total e incondicional apoio aos amores breves e vadios;
Declaro a brancos, negros, pardos, amarelos e alienígenas que acredito na benevolência do amor e das transformações, mesmo que momentânea que ela pode ocasionar;
Afirmo que não creio em construções amorosas, e este tipo de relacionamento me faz dormir e desde já por estas palavras digo: repudio os amores monótonos! E mais, lanço uma simples questão: é amor ou comodidade? Tenhamos cuidado com a constância, meus irmãos!
E por estas e outras não me deixo enganar pela falsa segurança de ter alguém do lado segurando minha mão, devo dizer também que por estes motivos rejeito a ideia de casa no sitio, carro do ano, filhos e vida planejada, não a robotização e padronização dos sentimentos! A todo e qualquer tipo de ordem que possa ser imposta, eu mais uma vez o digo: abdico!
Não é esse o tipo de sentimento que quero que me transborde, não é esse o tipo de linha que eu quero ter como ideal: repudiare!
Eu brindo esse tipo de amor que sempre te deixa com mais vontade de viver, com mais tesão, desses que mesmo que fugazes, te levam ao céu, ou até algo acima dele, desses que sobem alto, mas que não te derrubam quando acabam, porque a verdade é que quando é de verdade não acaba.
Eu brindo aos sorrisos sinceros e beijos roubados, calcinhas pelo chão do quarto que você nunca sabe onde está, eu prefiro uma daquelas tardes que você esperava só ver um filme e acaba tremendo sem nem ao menos conseguir sair da cama depois te ter ele, e depois de ter ele, o que tem? O que vem depois? Eu não quero saber, porque estou vivendo o hoje, o hoje e todas as incríveis possibilidades que ele me traz, me traz e me leva de algum modo a um futuro que eu não faço ideia de como será;
Considero aqui e falo em alto e bom tom que sou a favor de tudo aquilo que te faz pulsar, agir com sentimento, sim a mais atos impulsivos e amores-da-vida-de-uma-semana e que se possível, esses durem a vida inteira, mas que isso não seja uma obrigação, mas sim uma escolha!
Que as únicas leis que tu tenhas que seguir sejam aquelas que teu coração te impôs e que você seja terminantemente obrigado a segui-los, e que tenha sempre a certeza que foi melhor ter vivido algo efêmero do que nunca ter vivido nada;
Através destas palavras, deixo aqui para todo e aquele que puder ler minhas palavras: brindai o amor em todas suas manifestações, brindai a vida, brindai até os amores fugazes, e que estes desde sua natureza nasçam e morram no mesmo dia, mas que no outro dia possam voltar a nascer, de outra forma o eterno seria chato, não acha?
Manifesto, afirmo e asseguro que assim penso e assim sempre vou querer pensar.


sexta-feira, 11 de abril de 2014


Gastar as horas pra te ver dormir.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Um corpo que vai, um corpo que fica, as almas se encontram


Hoje parei pra pensar e vi que ele me lembra muito a John Smith, o homem aventureiro que tem como mátria o mundo, e que o leva em seu olhos com uma nostalgia que corta meu peito as vezes, como um pássaro que sente falta de voar, voar e voar cada vez mais alto, mas está preso em uma gaiola imaginária que o limita um pouco todo o tempo, mas que a qualquer momento pode ir embora para outros caminhos, outros destinos. Para ele o horizonte é mutável, o horizonte é só mais um início, nunca uma chegada.
E eu, eu que me vou, me vejo como Pocachontas que espera no vão das incertezas, e olha paciente enquanto o vento arrasta seu amado para cada vez mais longe, enquanto esse mesmo vento leva um pouco da alma dela também, ela que vê tudo calada por nada poder fazer. O que poderia fazer? Há sempre uma causa de força maior que o toma de suas mãos, são as garras do destino que construímos ou que nos constrói, nunca vou ter certeza. Ela é a princesa que tem a alma maior que o universo e o mundo inteiro não cabe na altura de sua coragem, que tem os olhos ansiosos e cheio de promessas a serem cumpridas, é a menina que escuta tão atenta as histórias de novos e velhos mundos que seus pés nunca pisaram, mas que ela quer tanto, e que um dia, ela sabe, ela vai alcançar, mas o que vai acontecer nesse meio tempo ela não sabe. não está sob seu controle. Nunca esteve.
É uma princesa coroada que sob o tempo e a distância não passa de uma plebeia tão frágil como qualquer outra humana feita de carne, sangue e ossos, e nesse momento, o que vê faz com que seus olhos sangrem, sangrem o que a boca não ousa falar, sangra o que ela não sabe, porque tudo que ela sabe está do lado de cá, e do outro lado está tudo o que ela queria, é exatamente onde ela queria estar, mas o vento não a levou para lá, não é tempo de ir. Não é tempo de ir. E ao passo que o horizonte vai ficando rosa a caravela vai sumindo, e uma faísca de dor tenta entrar em sua pele, mas não é forte o suficiente, pois, esta humana de carne, ossos e sangue como qualquer outra é uma princesa, uma princesa que sabe que o mundo é maior do que o que seus olhos podem alcançar, então, ela que mesmo tendo medo é destemida se lança adentro do penhasco sem medo, se lança para o próximo ato, para a próxima trampa do destino, porque é disso que ela feita, da incerteza da felicidade e do passo às cegas que dá para onde não conhece, mas quer e vai ir. 
Não há medo maior que a alma dela, e a alma dela vai para onde quer que ele vá, e não tá motivo de força maior no mundo que o amor. E o amor, ah, o amor não conhece distancia, já não estaremos sozinhos, onde quer que você esteja, eu vou te dar a minha mão, comecemos pelo horizonte.

domingo, 6 de abril de 2014

O Vento


Os dias estão passando, correndo, escapam de minhas mãos como água, de uma forma que eu sei que não posso controlar. Meus olhos e memória tentam se por atentos a cada detalhe que não quero esquecer, porque temo e odeio o esquecimento mais do que muita coisa em minha vida, e ao mesmo tempo, enquanto fecho meus olhos numa tentativa de me acalmar sinto o vento bater forte em meu rosto, porque ele, tão impetuoso, me encontra não importa onde eu me esconda, porque por mais que eu tente não me abater ele sempre está a espreita, esperando só um vacilo de meu coração, esperando uma incerteza, esperando qualquer coisa que seja pequena, mas forte o suficiente para me corroer por dentro. E ele tem nome, um nome que eu naão ouso falar em voz aula,  que abafo por pensamento, eis meu odioso perseguidor: o vento da mudancça e da incerteza. O vento que me move sem que eu tire meus pés do lugar, o vento que faz o mundo girar e que quer me tirar de onde eu quero estar, o vento que não posso evitar e que inevitavelmente me levará para outro lugar. E eu não quero ir.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Sobre saudade


Há em mim alguns pares de saudades que se tornam bem maiores só de recordar.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Pela janela: quem é ele? Quem é ela?




Quem é ele?
Quem é ela?
Que me olha da janela,
Meia noite do quintal,

Será que não dorme de noite?
Ou só deixa a luz acesa? 

Quem é ele?
Quem é ela?

Como um mistério da escuridão,
Todo dia o claro de sua janela,
Vem queimar meu coração,

Quem é ele?
Quem é ela?

De longe não posso te ver,
Tão pouco ruído posso ouvir,
E me ponho assim, a imaginar,
Afinal, quem é você?

Deus, quem é ele?
Diabos, quem é ela?

Da vidraça eu posso ver,
Um vulto apressado a passar,
Entre as folhas das árvores que,
Sem pressa, interrompem minha visão,

Porque não se debruça na varanda?
Ou porque não abre a cortina?
Será que não sente calor?
E se chover? Vai trancar a janela?

Tranca não! Ela é minha porta para o seu mundo,
Para o mundo que eu nunca vi, 
De alguém que eu nunca conheci,

Só queria saber:
Quem é ele? Quem é ela?

Será uma moça bonita que baila uma canção?
Será um velho cansado que termina um café?
Será que por acaso ou fascinação,
Também tenta descobrir quem sou eu?
E se não sabe que eu existo?
E se está dormindo agora e tem medo do escuro?
E se tem namorado e está fazendo amor?
E se viajou e deixou a luz ligada então?

Quem é ele? Eu realmente queria saber,
Quem é ela? Mas, essa resposta, não tenho não.


quinta-feira, 27 de março de 2014

Poesía de la mañana: tus ojos y besos al despertar.



Cuando duermes tiene una expresíon de paz que yo podería mirar por toda la eternidad, y despiertas sorreindo, y cuando me miras me siento la mujer más especial del mundo, porque tengo una visión que nadie mas tiene, veo delante de mi un ángel despertando, entonces, te beso y te abrtazo, te digo buen día, y yo no siento ganas de estar al lado de nadie más, es como se el universo fuera hecho de poesia y romance, hasta el momiento en que me acerco de ti y mi cuerpo siente el calor de lo tuyo, y solo tengo ganas de hacer el amor contigo, con el hombre que no elegí, el hombre que llego y yo acepte, el hombre que no canso de mirar, de amar.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Nova flor de meu jardim



Como uma flor que esqueceu do perfume do seu jardim,
Esqueci o caminho de volta pra casa, esqueci o por-do-sol de lá,
Esqueci as tristezas que deixei pra lá, como planta replantada,
Ainda com seu caule, ainda com sua raiz, mas em outro lugar,
Com outro vento que sopra e outras rajadas de sol,
Que ão de me queimar, e me fazer crescer, me me fazer brotar,
Como broto novo de primavera, que não conhece o verão,
Que esqueceu o perfume do seu jardim, mas, ainda assim,
Não sabe outro exalar. 

segunda-feira, 24 de março de 2014

Sobre ciúmes



E ao chegar a casa dela, ele disse que já havia estado nesta casa, já dormira na  mesma cama que ela dorme hoje, com uma  amiga, e nesse exato momento ela entendeu  que não era amiga e muito menos foi pra dormir, e  alguns fantasmas horríveis de um passado  que ela nem ao menos conhecia, e que nada tinham a ver com ela, tentaram  invadir sua alma, mas ela os fez parar a  meio passo de entrar pela porta, de invadir  as janelas de sua paz, e ela que já fora  tão ciumenta um dia decidiu que não se  importaria, que aceitaria que ele, como  ela, tivera um passado, um passado que  construiu um caminho até o presente, até  ela, até tudo o que estão construindo, até  esse sentimento que flui como água de um rio que deságua no mar.

Num desses encontros (in)casuais

 

 Eu quero contar uma história, mas essa eu realmente não sei como começa, qual foi o instante mágico do "érase una vez", mas, incontestavelmente ele existiu.
    Posso dizer que tudo começou num bar, numa quinta-feira, ou antes disso, quando a menina estrangeira, quase que recém chegada se arrumava para ir com os amigos a um bar, era tudo novo e divertido, as luzes, as cores, os sotaques, os cheiros, e antes mesmo que pudesse pensar em querer alguma coisa, lá estava ela pelas ruas rindo, olhava tudo com os olhos de criança, curiosos, atentos, ao longe ouviu a música latina tocando, finalmente chegou no bar, e quanta gente!
    Estava lotado de caras distintas, bonitas, na primeira sala - a sala em que ela ficou boa parte da noite -
e logo foi cumprimentando aquelas duas dúzias de desconhecidos que em pouco tempo se converteriam em seus amigos, dançava um pouco sem jeito algum, encontrou uma menina de seu país, uma amiga recente, e outros que nunca mais voltou a ver, haviam muitos países naquele lugar, uma energia bonita, e bebidas fortes também, ela, que tem uma natureza distraída e uma mente não muito boa para memórias recentes pegou seu telefone e decidiu tomar fotos, com seu telefone, e tirou uma foto do ambiente, queria recordar, haviam pessoas dançando, havia um garoto dançando - e como dançava bem! - mas, para sua tristeza ele estava acompanhado, e ela não conseguia tirar os olhos dele, e nesse momento ela decidiu, mesmo que inconscientemente que queria, nem que fosse só por um momento, estar com ele, dançar com ele, ter ele um pouco mais perto do que a pequena sala que os separava, mas ele estava dançando com uma garota! E ela dançava muito bem, o que mais a menina poderia fazer? Nada fez, achou melhor pedir uma bebida, forte e quente, para tomar coragem, a noite estava começando.
  E ela bebeu, ela dançou também, ela subiu no palco com alguns amigos e muitos desconhecidos, e estava se divertindo de verdade, era uma festa, mais uma das muitas festas que ela iria, mas não, não era só mais uma festa.
  O tempo foi passando e ela continuava dançando, rindo, e de repente ela sente uma mão em seu ombro e um sorriso que prendeu sua atenção de imediato, era o garoto que dançava tão bonito! Ele a puxou para dançar mesmo quando ela disse não, que não sabia dançar, e com paciência ele a ensinou, e ela que não dançava, dançou! E sorriu, e conversou, e todas as pessoas ao redor de repente já nem existiam e uma música tocou, se chamava "yo no sé mañana", e dançavam ao ritmo de seu coração, a canção ia dela para ele, dava para sentir, a letra tão cheia de incertezas e promessas não feitas, era tudo que eles podiam e queriam ouvir naquele momento, a canção estava acabando, então, ele a girou, a inclinou e ficaram a centímetros de um beijo, um beijo que não aconteceu e seu coração pulsou "quem é esse garoto?", ela já sabia seu nome, mas quem era ele? Ele não pôde ficar mais tempo que isso, tinha que ir, teve que ir embora cedo demais e ela só queria que ele ficasse mais tempo, "yo no sé mañana", poderia ser a ultima vez que o veria, e com certeza não o esqueceria.
   E eles que tinham tudo para não se encontrarem mais, se encontraram em meio a alguns desencontros, e nos encontros, se encantaram, e como, eu não sei, simplesmente não se largaram depois disso.
  E ela, até agora não sabe explicar o que viu nele, mas quer sempre estar perto para tentar não descobrir, e seu sorriso continua encantando a ela todo dia, e ela continua não sabendo como será amanhã, mas quer estar com ele em todos os "hoje" que tem pela frente. Entre eles há uma imensidão de coincidências que os dois não podem explicar, mas talvez esse encontro tinha que ser, talvez algo, ou alguém já tinha escrito as primeiras linhas dessa história, eu não sei, e adoro não descobrir. E a primeira foto que ela tirou naquela noite? Ele estava naquela foto, e ela só se deu conta disso meses depois, ela riu e mostrou a ele, porque eles, mesmo não sabendo como será amanhã, continuavam juntos. Y las cosas buenas, a veces, empiezan antes de nos darmos cuenta.

foto

segunda-feira, 17 de março de 2014

Simplicidade



Eu queria falar de um sentimento,
Mas eu realmente não sei descrever.
Sei sentir. Sei viver. Sei doar.
Doar cada pedacinho meu, com um sorriso maior que eu.

Sei que um fim de semana não tem horas suficientes para deitar no teu peito e ouvir teu coração,
Oh, que doce canção!
É te olhar dormir e ver todas as luzes da janela desenhando seu corpo, moldando tua alma,
Cor da coisa mais segura!

Como, ai, como é doce!
Respirar o mesmo ar e sentir-se repleta, é deitar em
suas costas e me adaptar ao ritmo do teu corpo,
E te fotografar enquanto dorme e nunca encontrar a imagem perfeita, porque não há lente no mundo
(INTEIRO),
que reflita o que meus olhos vêem, como eu te olho, o meu ver, o meu sonhar,
Te despertar com beijos, com sorriso sinceros, sentir teu calor em meus dedos,
Quando com eles mapeio teu corpo, quando faço cocegas até você não poder mais,
Ou simplesmente te cubro de beijos, e beijos, e beijos,
Olho bem dentro desses teus olhos castanhos escuros bonitos - te acho o mais bonito!
E me perco na forma que você me olha, como você brilha no meu caminho.

Esse pequeno universo está crescendo!
Mas, de que tamanho ele é? Eu não sei! Eu sei que me encanto sem poder descrever,
Que te amo ao ponto de deixar meu poema imperfeito, assimétrico, 
Só pra lembrar que não existe postura, que não existe fórmula, não existe perfeição,
Existe muito, muito amor, e é justamente esse que eu tenho pra te dar. E te dou.
É a coisa mais simples e mais bonita que posso dar, é um caminho de paz e alegria,
É um caminho bonito que jamais ninguém percorreu, 
Não com um por-do-sol desses ao fundo, ou com água tão cristalina, não de alma inteira
(INTEIRA ),
Meu presente é uma canção, é um desenho, é uma carta, é um poema, é meu amor,
É tudo de mais belo, raro e simples que posso dar a alguém, e com a paz que tenho na alma te digo:
É assim que te dou: simplesmente por INTEIRO.  
É assim nosso amor, é assim que me sinto feliz com nosso pequeno universo.

terça-feira, 11 de março de 2014

Constatação.



Talvez a felicidade esteja junto ao rio, a beira de um amor.

Foto

sexta-feira, 7 de março de 2014

Existe algo nos olhos dele que eu realmente não sei explicar, mas, é a forma que eu quero ser vista pelo resto da minha vida.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Sobre permissões, mudanças e sentimentos: descobertas



    Isto é puramente sobre uma descoberta que eu tive, que na verdade sempre soube, mas que hoje vejo com mais clareza, essa grande e incrível descoberta se define em uma única palavra: permissão. Vou ser mais clara: permitir. É essa pequena palavra que guia o mundo e que torna as coisas possíveis, é nossa capacidade de deixar ser, de ser e dei não ser.
    Como quando nos damos a chance de conhecer alguém incrível em um lugar incrível ou no lugar mais comum do mundo, como podemos simplesmente esquecer que existem problemas e sair um pouco com um ou dois amigos, ou simplesmente nos dar ao luxo de passar o dia inteiro na cama sem fazer absolutamente nada; apenas desfrutando a brisa da manhã e a luz do sol, até que ela te queima um pouco a pele e te faz levantar, e você vai assim, como quem não quer sair da cama, tocando o chão frio com a pontinha dos dedos, porque não sabe onde estão suas sandálias e não sabe exatamente se quer ir primeiro ao banheiro ou tomar um copo de água, e na dúvida se senta na cama e esfrega os olhos, mas decide então se permitir sair da cama e ver como o dia está bonito lá fora. E lá vai você.
    Você, que tem mais tempo do que nunca teve na vida - quando sabe que deveria ser totalmente o contrário - decide ir ao centro da sua nova cidade. Sua nova cidade. A cidade que você adotou com o coração e não consegue simplesmente não gostar, nem ao menos quando faz muito calor, ou quando chove na quarta-feira e te faz chegar tarde na aula. A cidade que está sempre tão cheia de turistas e você fica ali andando e imaginando a história da vida de cada um deles, observa suas feições e fica se perguntando de onde serão que são? "Que fazem aqui?" e você balança a cabeça e sorri, sorri e sente o sol, sorri e sente o vento, sorri enquanto as pessoas passam, sorri porque você realmente está feliz, sorri porque você não faz ideia dos porquês, e já não importa tanto. Você sorri de dentro pra fora enquanto toma uma foto bonita, você sorri de dentro pra fora quando vai encontrar aquele moço na frente daquela velha e grande catedral que você nunca entrou, você sorri porque você sabe que ele se permite tanto quanto você, a cada olhar e a cada beijo, você sorri porque sem nem ao menos permitir ele entrou na sua vida e toma sua mão enquanto caminha despreocupado, você sorri porque ama tanto seus passos quanto o calor de suas mãos. Você sorri porque está se permitindo da hora que acorda até a hora que dorme.
    Então, você começa a sentir saudade, mas saudade boa, não daquelas que doem. Sente saudade da risada de seus melhores amigos, do sarcasmo e dos passeio na praça, você sente falta daquela risada que só sua mãe dá e que é tão exagerada que te assusta um pouco quando você não está prevenida, você sente falta das piadas do seu pai e do ronronar de sua gata quando ela quer carinho, e você quer todos eles aqui com você para compartilhar essa felicidade, essa permissão sem fim que entrou na sua vida sem dia pra acabar.
    E quando você menos espera você entende o quanto o amor está dentro de você, por cada coisinha que acontece e como você age, e você lembra que não é daqui e que não veio pra ficar, mas ama esse lugar de cores e sabores diferentes, e que é aqui que você está aprendendo ainda mais a amar o lugar que veio, aprendendo a ter ainda mais orgulho da mulher que se tornou. Orgulho de ser de um país que apesar de todas as imposições e problemas é seu como nenhum outro lugar, e sorrir com mais orgulho ainda de saber que este lugar pertence a você, mas você não pertence a ele. Porque? Porque você, sem se dar conta se permitiu ser de todo o mundo, e o mundo é um ótimo lugar para começar. Permita-se então.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Debujos sobre Pedro



Esqueci minha boca no teu corpo.
Foi assim que despertei, numa cama estranha, num quarto com outros aromas, com outros sabores, respirando suavemente e sentindo um calor já conhecido ao meu lado, a pouco centímetros de minha pele, e aquela respiração calma de quem dorme a sono solto, cansado demais para despertar com qualquer movimento leve, ou com qualquer olhar cálido, e com meu olhar comecei a entrar nessa viagem.
Colei os meus olhos no teu mundo.
Aos poucos fui despertando e meus olhos foram captando cada luz que entrava pela janela,
Semi aberta, mostrando toda a clareza da manhã, aquele pequeno frio gélido que o vento te sopra,
Aquelas folhas secas que não deveriam estar aí, mas que vão e vem calmamente pelo chão, como se simplesmente pertencessem ao local, junto a elas roupas jogadas de qualquer jeito no chão, as minhas e e todas as dele, telescópio de baixo da cama, bandeiras de alguns dos países que ele fora na parede, algumas caindo no chão, banheiro aberto, toalha do Mickey, uma árvore balançava tranquila pela janela, lá fora o som dos carros, vizinhas estendendo roupas no varão, o céu azul que se perdia no branco de um dia cinza e de clima agradável, uma bandinha tocando suave em algum ponto da rua que não conseguia imaginar, eu fechava meus olhos para tudo isso, e mais uma vez respirava todo aquele ar novo e promissor, sentia toda a energia que me cercava e me sentia exatamente bem naquele lugar, ao seu lado, não havia qualquer motivo para pensar em alguma coisa que não estivesse dentro daquelas quatro paredes, ou que eu não pudesse ver por aquela janela que quase me cegava, então, abria meus olhos e te mirava outra vez, te desenhava com minha mente, te desejava com minhas mãos.
Você o meu Romeo.
Enquanto você dormia eu lembrava da noite, de tudo, me concentrava em recordar em como é exatamente o som de sua risada e da forma como você sempre arrumava para por a língua pra fora, ou me tocar quando ninguém estava vendo, você e seu charme se esgueirando, outra vez e me invadindo, tomando conta de mim e eu, mais uma vez, me sentindo bem, bem o suficiente para despertar sempre sensações melhores do que antes eu sentira, então me deito de bruços e continuo te olhando e me lembro das palavras que você me disse, que sou diferente porque tenho paz, e sei exatamente o que eu quero, então eu sorrio, porque, por muito tempo eu era a garota-problema que não sabia o que querer, e agora, sei exatamente o que eu quero, e onde eu quero estar, e dou graças a tudo e a qualquer coisa por simplesmente ter te encontrado no momento certo, e por estar aqui, com você, e hoje eu sei que depois de te ver dançando, daquela forma eu também disse para mim mesma "é ele", só não sabia, na verdade, não pude evitar.
Couldn't help myself, you're too good to be true.
A verdade é que não existe hora certa para dizer "eu te amo", e muito menos para sentir, o amor nos invade como um flash, talvez seja um raio lazer no meio do céu buscando uma constelação especifica, tão difícil de achar, mas quando se encontra... É um espetáculo, e eu não sei se estou em baixo ou lá no céu, sei que esta estrela está queimando meus olhos e que eu não consigo parar de olhar; ou talvez seja aquele olhar atento que eu recebo enquanto fala de meu sobrinho pequeno e choro de saudade, ou seja não saber exatamente explicar o que é saudade, mas ter certeza que vou sentir; talvez, amar seja ter um espirito livre e não ter ideia de onde vou estar daqui a seis meses, daqui a um ano, mas querer, do fundo do coração que em algum momento a sua liberdade encontre a minha em algum lugar no espaço, no tempo; é ter a certeza que amor é atemporal, é não ter noção de tempo e mesmo assim querer gastar todo ele a teu lado, e ver dias passando em minutos, talvez amor seja pegar um ônibus errado e dar a volta pela cidade, voltar para o mesmo lugar que entrou e não se importar se não chegou ao destino desejado, porque tudo que eu realmente queria estava ao alcance de seus olhos: está você e o por-do-sol, mas, sobre toda e qualquer coisa, eu, que pouco sou e que pouco sei, tenho a certeza que amar é simplesmente não saber, e mesmo assim continuar aprendendo.
Y yo doy a ti mi debujo in palavras para que las lleve donde quiera que vayas.
E agora estou deitada em minha cama, às 15:03 da tarde, mas é como se eu estivesse em seu quarto, é como se estivesse em uma gruta, é como estivesse em um cenote, é como se estivesse quebrando uma piñada, a verdade é que não importa exatamente onde estou, você já está aqui, e sei que isso é bom o suficiente para querer estar. Com vontade, com cuidado. É assim que penso que as coisas devem começar, é assim que penso que as coisas devem seguir, e é dessa forma que eu, que pouco sei, sei que amo você, e que só estou descobrindo, e que vejo enquanto velo teu sono, ou durmo sozinha, para mim é igual. Porque, assim como o amor, a alma também é atemporal, ignora o espaço, e tenho certeza que foi ela que se apaixonou por você, se apaixonou primeiro antes que eu percebesse, e é ela que me leva até você até quando eu não estou.