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sábado, 3 de fevereiro de 2018

Alice em duas partes: é tudo uma questão de manter a calma



— Você definitivamente não entenderia — disse eu suspirando e me virando para o lado oposto a Roberto, simulando uma irritação, bem, não tão simulada assim, posso dizer.

— Alice, não gosto que me enganem, nem que tentem me fazer de idiota, se tem alguma coisa acontecendo aqui, eu quero que você me fale agora — falou Roberto puxando meu braço com força suficiente pra me fazer virar para sua direção, em seguida subiu em cima de mim e ficou me encarando, me apertando, eu podia sentir a dúvida, a desconfiança e uma chama de ira em seus olhos, enquanto suas mãos apertavam meu pulso cada vez mais forte, a cada respiração pesada que ele dava.

— Você está me machucando, Roberto! Pode me soltar, por favor? Obrigada, Roberto, o que acontece é que… — respirei fundo e me levantei da cama, um milhão de coisas passaram em minha mente, eu poderia falar a verdade para ele? Ele me entenderia? Ou será que era demais para ele? Ou se ele nem ao menos se importava? Quer dizer, eu sei que ele se importa comigo, mas será seria o melhor? Dizer a verdade? No que eu estou pensando? A verdade não é uma opção para Alice, nunca foi uma opção, as emoções tinham me guiado até aquele momento, mas não ia ser mais assim!

— Eu estou confusa, Roberto! — falei com a voz embargada, deixando cair uma lagrima no canto do meu olho.

— Me conta logo, alguém fez algo com você? O que te deixou assim? Se eu sonhar que alguém tentou qualquer coisa com você…

— Não é nada disso, Roberto! Eu só não estou me sentindo bem! Eu estive o dia inteiro fora, sim, mas eu estava sozinha! Sozinha pensando, você sabe como o mar me faz bem, me acalma, eu não sei se é certo tudo isso, não depois de ver seu filho, eu fiquei pensando…

— Céus, Alice, o que aconteceu quando você viu meu filho?

Essa era uma pergunta que nem eu saberia responder, o que aconteceu quando vi Felipe? Sim, eu desejei, não posso negar que foi uma atração quase que imediata… Até ele abrir a boca, até eu ver Amanda ao lado dele, o que me deixou mais confusa ainda.

— Eu pensei na sua esposa, okay? Não é certo, tudo isso está errado!

— Ah, não, Alice, eu já te expliquei isso, minha esposa… Eu dou tudo que ela quer, não temos que envolver ela nisso, isso é nosso, eu estou cumprindo o que te prometi, não estou?

— Eu sei que está, mas, só é dificil para mim, essa dura realidade batendo na porta da frente, eu só preciso de um tempo, tudo bem?

— Tudo bem, Alice, minha menina, só não se preocupe com nada, já resolvi as coisas com meu filho, ele não vai dizer nada… De todo modo, eu vou fazer uma viagem de negócios, tudo bem para você ficar aqui uns dias? Eu levarei meu filho, estou planejando fazer dele o meu vice-presidente, você terá seu tempo com você.

— Tudo bem, Roberto, eu sei que você vai fazer tudo ficar bem, você é mestre nisso.

— Eu sei que sou — ele sorriu, beijou minha testa com um misto de respeito, carinho e receio e foi tomar seu banho.

Essa foi por pouco.

***

Deitei na cama aliviada e dormi a sono solto, então era eu, aquela casa maravilhosa, a brisa de verão e o mar, o que poderia dar errado?

Talvez o fato que Roberto casualmente esqueceu de falar: eu não estaria sozinha na casa, o capeta estaria me esperando não muito longe dali, na verdade ele estava literalmente me esperando ao pé da cama, pronto para me tentar, me seduzir, me possuir.

O que eu poderia fazer além de lutar contra a tentação?

— Acorda bela adormecida. — ouvi uma voz conhecida que se aproximava de mim, eu podia muito mais sentir do que mesmo ouvir.

— Eu disse que voltaria, e nossa, como voltei com saudade.

Abri meus olhos e ela estava bem ali, a centímetros do meu corpo, seu hálito fresco estava quente e doce bem próximo a minha boca e seu corpo de algum modo se encaixava no meu sem qualquer esforço.



— Se quiser, pode dormir mais um pouco, mas não pense que vou deixar de desfrutar de você por causa disso.

Levantei de um salto, no susto, meu coração descompassado, meu Deus como eu a odeio, meu Deus, como diabos ela consegue ser tão linda?

— Sai daqui, aliás, o que você está fazendo aqui? Você não tem vergonha? Depois de tudo que você fez comigo? Por que não some? Por que não sai da minha vida? Eu tenho nojo de você, Amanada, quando você vai entender?

— Ah, Caroline, ah, perdão, Alice, quando que você vai entender que não precisa complicar tanto as coisas? Não vê que somos iguais?

— Eu NUNCA vou ser igual a você, nunca! Saia do meu quarto por favor, você já bagunçou demais minha vida, por favor, não me faça implorar... Só, só sai!

Amanda fez menção de se levantar, mas virou e segurou meus pulsos — que ainda estavam machucados, por sinal — e me encarou com um sorriso largo de lado, e começou a beijar meu pescoço até minha clavícula, eu estava imóvel, o desejo era inegável, e a inércia se fazia presente porque eu não podia fazer nada, eu não podia lutar contra o demônio, contra o meu demônio particular.

— Você nunca vai entender meus motivos — disse eu baixinho com a única voz que me restava, agora as lágrimas rolavam de meu rosto, era um choro consentido, quieto, quase que silencioso, você não entende tudo que eu passei pra chegar até aqui, não me olhe, nem me trate como se eu fosse uma puta...

— Puta? Você ah, Alice, por Deus! Até parece que não me conhece, aliás, se tem alguém no mundo que te conhece e que você deveria conhecer sou eu, garotas como você, como eu, garotas como nós... Garotas como nos não foram feitas para sonhar, nos fomos feitas para ir lá e conquistar tudo que o mundo nos negou, nos temos que usar o que temos de melhor para fazer até o pior se necessário for, se isso nos fizer chegar até onde nós queremos estar, não, não por direito, mas por merecimento, porque eu vou foder meu caminho todo se for preciso, e você que me julga tanto, não seja hipócrita, você não fez nada diferente de mim, a diferença é que eu não tenho que me deitar com um velho para conseguir o que é meu. então, não se julgue em nenhum minuto, em nenhum momento superior a mim, nos viemos da mesma merda, nos somos iguais, e vamos alcançar a mesma glória, e se você for boazinha e colaborar, vamos aproveitar cada pedacinho disso juntas, como deveria ter  sido desde o inicio, não podemos nos livrar uma da existência da outra.

— Então, é isso que você pensa? Que os fins justificam os meios?

— Ora, Alice, se a gente não engolir o mundo, ele engole a gente, lembra que eu dizia isso?

— Eu não lembro muito bem.

— Ah minha cara, você tem sorte, vamos ter todo o dia para lembrar de muita coisa hoje.

Disse Amanda tirando sua blusa e jogando para o lado e me tomando com o braço me beijou como se não houvesse amanhã, me beijou como quem não me beija a um ano, me beijou como quem me beijou ontem pela ultima vez, mas com a mesma fome de sempre.

A noite seria longa e eu não tinha mais vontade de resistir. O demônio iria me possuir.

Mas eu o possuiria também, nada mais justo, não?




terça-feira, 13 de setembro de 2016

O que eu quero


Quero viver coisas incríveis com você.
Caminhar pelo deserto as 3 da manhã, nadar nua num poço de água cristalino as 4, quero subir uma montanha a meia noite e cruzar a cidade de trem na penumbra da noite e ver todas as luzes dela em seus olhos cansados depois de um dia longo. 
Eu quero dançar com você uma meia valsa ao meio dia, e esquecer da hora do almoço de tanto te ouvir falar, eu quero as melhores recordações de sua infância e me deliciar com sua forma de rir e me lembrar a cada segundo o som de sua risada enquanto a gente nada as 10 da manhã num mar tão azul quanto salgado e quente como o verão.
Eu quero fazer apneia no polo sul e aquecer minhas mãos na lava de um vulcão no Hawaii, eu quero gritar EU TE AMO no meio de uma multidão mesmo sem ninguém ouvir, eu quero te acordar com beijos 4 horas antes da gente ter que pegar aquele avião e visitar todos os quartos de todos os hosteis possíveis que a gente achar na promoção.
Eu quero montar barraca numa caverna e ficar de noite vendo as estrelas e escutando os sons dos espíritos das florestas do seu lado e me aquecer com o calor do seu corpo enquanto ele envolve o meu, eu quero, ah, como eu quero fazer amor contigo em cada ponto cardinal da Rosa dos Ventos e me embriagar com todas as bebidas alcoólicas do mundo, e dançar, dançar mesmo que sem jeito cada canção que eu puder ouvir, e vou cantar as que eu conseguir aprender também mesmo que minha voz seja horrível.
Eu quero não dormir a cada noite que a gente estiver junto, vendo o sol nascer, depois dormir até meio dia, eu quero o fuso horário mais louco e dormir cansada em qualquer lugar enquanto você reclama que não se adaptou e que não consegue dormir, mas eu sempre dou meu jeito de te cansar. 
Eu quero que nossa rotina seja não ter rotina, quero ver os raios tao próximos de mim que eu possa sentir o chão vibrar e correr na chuva enquanto não me importo como está meu cabelo e sim minha alma nesse momento.
Eu quero fazer comidas diferentes de cada lugar que eu visitar e aprender pelo menos 4 palavras diferentes de cada um deles, eu quero conhecer pessoas e histórias diferentes, eu quero ser tocada, eu quero sorrir, eu quero chorar, meu bem, com você eu quero o mundo inteiro de mãos dadas.
Eu quero as coisas mais fantásticas possíveis: uma viagem dando a volta ao mundo, ou um domingo deitada num colchão sentindo seu coração pulsar manso, ah, eu quero tudo isso, de novo e de novo e de novo e de novo, com você, eu quero sempre, e com você o mundo é muito pouco meu amor, eu quero muito mais, com você. E não existe nada melhor não.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Empire

Desejo ao meu adorado amor que ele sinta todos os dias saudade de mim, mas não muita, não quero que ele sinta minha falta até doer sua alma, não, não, longe de mim! 
Desejo que ele sinta um pouquinho de saudade, daquelas que faz você sorrir ao ler uma mensagem e se derreter com um boa noite, daqueles que te faz pensar, 'como será que está o dia dele?' 'como vai você? Eu preciso saber de sua vida...'
Eu quero que algum pedacinho dele, lembre, todos os dias que o mundo pode se resumir em um colchão ou um sofá, dois pratos de estrogonofe e uma série de terror na tv.
Eu espero mesmo que ele não esqueça como é ficar acordado até as 5 da manhã e não conseguir dormir de tanto rir.
Quero que lembre como eu posso dançar desajeitada quando acho que ninguém está olhando, mas os olhos dele e o riso também, estão logo ali, a meu alcance, para minha vergonha e glória.
Gosto quando os olhos dele estão perto de mim. Gosto de ouvir a respiração calma dele quando dorme, ou como estranhamente ele move os dedos dos pés quando está dormindo, gosto como ele me abraça, e por isso, eu espero que ele se lembre de meu calor todos os dias, assim como eu lembro do dele.
Desejo escrever cada vez menos, porque, ao contrário de um mal sinal, isso quer dizer que eu tô vivendo as poesias com ele, todos os dias, espero que ele queira vivê-las comigo todos os dias também. Quero que o coração dele se encha de alegria diariamente ao pensar em mim, e mais do que qualquer outra coisa, eu espero que todos os dias o tempo e o espaço queira nos juntar, só um pouquinho, por um tempo assim como a eternidade de todas as vidas que podemos ter. Isso é querer demais? É sim, eu nunca fui de querer pouco, nem ele também.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Suaves Horas



A madrugada é cheia de calma. É por isso que aprecio tanto estar imersa nela.
Durante essas horas dúbias, que não são nem de noite, nem de dia, só se escuta o que se precisa ouvir.
O indispensável está ao alcance dos ouvidos, as vezes, mesmo que distante dos olhos.
A brisa fresca me remete a momentos bonitos, bons, como uma serena viagem do tempo que me leva onde tudo começou, a uma madrugada feita de salsa e dança, luzes e mescal; ou até mesmo a um primeiro beijo sob a escuridão total de um cenote.
A madrugada tem esse poder, de reviver os momentos mais estimados, que por vezes são os mais simples, como ouvir trova pela primeira vez em um ônibus lotado, de pé dividindo fones de ouvido com ele, enquanto ele te apresenta Fernando Delgadillo e você o mostra Lana Del Rey.
Não sei, mas a madrugada me faz sorrir ao lembrar do quanto ele estava empolgado me falando da França e da primeira vez que viu a neve, e eu, ah, eu estranhamente senti falta do Sertão que ainda não visitei por completo, não desbravei, não como quis. Porque é aí que eu percebo o meu querer se invertendo.
Eu, estranhamente na solidão de uma madrugada, as quatro da manhã vejo que minha jornada não é mais tão solitária, obviamente solidão nunca me incomodou, mas, de repente, eu percebi que em meu caminho cabe mais um, que quero compartilhar olhares, sabores, lugares, desejos, eu quero, eu deseja isso!
Vontade. Vontades inéditas, de ter um pequeno apartamento decorado com livros e fotos de todo o mundo, um mundo eu em alguns metros quadrados que quero dividir com alguém, eu consigo vê-lo andando com pouca roupa, resmungando pela hora que acordou (muito cedo) e a hora que foi dormir (muito tarde), por minha culpa, sempre, e ele está ali com os olhos semicerrados me puxando pra mais perto "só mais cinco muitos amor, o tempo pode esperar" e ele pode sim.
Tudo pode esperar para ver o sol pintar de dourado seu corpo desnudo, o mundo certamente não se importaria que a gente roubasse alguns bons minutos para se sentir, algumas horas para fazer amor e algumas vidas para fazer disso não uma rotina, mas sim uma comunhão, uma troca equivalente, uma constante felicidade chamada amor. Com vontade, com cuidado: amor.
Tudo isso cabe em uma madrugada bonita, solitária, e dela, em algum momento, meu corpo se dá por satisfeito e busca asilo no mundo dos sonhos, naqueles em que minha alma visita o lugar de onde está em todo momento: ao seu lado, as suaves horas de minha vida.

domingo, 13 de setembro de 2015

Há Mais Mistério

Há mais mistério dentro desse teu cabelo negro que em mil luas a serem exploradas.
Há fascínio em sua boca que muda de forma com o seu humor, me conecta a um mundo que quero pertencer, que me fala uma língua estranha que aos poucos chamo de minha também.

Em teus olhos encontro labirintos sem saída, matas virgens e envolventes, trilhas intocáveis, um caminho sem volta que não quero deixar de percorrer, não temo o desconhecido, não tenho medo de você.

Em teu corpo encontro prazeres multiplos e instintos urgentes tão parecidos com os meus, há mais vontade do que tudo aquilo que já toquei, há vontade de ficar, de estar em ti e ao teu lado, estando acordado ou te vendo dormir, meu santuário está a centimetros de nós dois, onde também se encontra Deus, na delicada embriaguez do corpo teu.

Mas, é em sua alma que eu encontro o que não busco, que percebo tudo que não sabia, que encontro, sedenta, uma fonte inesgotável que quero beber, e semear jardins, e me florir de ti, te florir de mim, e me encontrar e me perder com a sabedoria de que se tratando de alma e de amor, nada tem fim.
Há coisas que consigo sentir, exatamente como se fosse pela primeira vez, como algo inédito, como se eu sempre estivesse estado aqui: o som da sua voz.
Parece que eu acordei escutando ele todos os dias, o calor de seu corpo continua incendiando o meu, seus olhos continuam me cativando e me prendendo como nenhum outro jamais foi capaz, eu continuo sendo a mesma garota despreocupada que se emociona fácil e que escreve as coisas para não esquecer, continuo amando o pôr do sol e filmes cult, ainda faço piadas sem graça e tendo a enxergar o melhor da vida e das pessoas, e essas coisas, por mais pequenas que sejam, quero que sejam constante no meu ser, mas nem tudo é constante em mim, minha essência é a mesma, mas devo confessar que eu mudei.
Em alguns pontos acho que amadureci, evolui ou simplesmente me tornei critica demais para aceitar de bom grado, algumas coisas dentro de mim já estão num finito, para que outros inícios possam me pertencer. Ainda não consigo escrever sobre elas, mas eu sinto o doce sabor da mudança e fico contente com a forma em que elas me reconfiguram, me fazem caminhar um pouquinho mais nessa linha tênue de ser menina e ser mulher, de ser uma menina-mulher.
Aprendi a aceitar suas responsabilidades e fortalecer seus sonhos, que aprende mais sobre ela mesma e o mundo, que se desapega aos poucos das coisas que não lhes fazem feliz, como a metáfora das roupas, deixando para lá tudo que não me faz bem e aprendendo a viver com pouco, com poucos, que me dão muito e muitos momentos felizes, sorrisos sinceros, conversas instigantes, me envolvem em mundos que realmente quero estar, que me mostra que números não são necessários e que o tempo, ah, o tempo, o tempo é só uma armadilha, uma sábia armadilha que nos separa do que queremos, mas também é um caminho que leva até quem somos, hoje eu aceito o tempo, já não tenho medo do mundo, sou filha da eternidade.

Infinito Particular

O meu amor tem um gosto sereno que só a gente sabe, sua intensidade, a forma como devora meus sentidos e me faz transcender eu sei, ele sabe, nós sabemos, e isso já é mais que suficiente, mais que perfeito, no passado, no presente, no futuro, no tempo que não existe, no mundo que existe porque dois universos se encontraram e fizeram tudo acontecer.
Não que eu esteja ocultando, mas tão pouco vejo a necessidade de estar expondo ao mundo, me rasgando em declarações virtuais, todos os eu te amo que eu quero ouvir eu escuto a centímetros de meus ouvidos, muitos deles são ditos com olhares, com 'bons dias' dados com beijos, com café da manhã na cama ou até com cinco minutos a mais de sono no peito inquieto do meu bem, eu não preciso que ninguém curta isso, meu amor é compartilhado entre nós dois, e esse é todo o público que eu preciso ter, a particularidade de dois universos que disseram sim. O universo dele me amando e o meu o amando de volta.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Ao despertar


E se eu quiser acordar ele todos os dias com beijos e canções de amor?
A boca cheia de sorrisos olhando para aquela preguiça de quem ainda está sonhando
E que vai acordar para sonhar
E se eu quiser levar ele para o meu mundo e descobrir que o impossível beira um rio que estamos prestas a nadar?
E se nada nesse mundo for mais forte que a vontade que eu sinto de estar?
E se eu estiver querendo aqui que o tempo passe mais rápido só para te ver dormindo?
E se dormindo eu te encontrar e te despertar a alma com beijos e canções de amor?
A felicidade vem crescendo a cada dia, é a alma sabe que tudo isso só começou.
Eu tô chegando, eu tô chegando, meu amor.
Eu em teus braços ao despertar, o despertar da consciência da felicidade,
Da felicidade que está caminhando para mim e eu, eu estou indo até você,
Eu tô chegando, eu tô chegando, bem amor. 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

A alma do mundo


Saudade do som da água batendo forte nas pedras, da pressão dela quando você tenta se aproximar e ela te diz "quem manda aqui sou eu", e você entende e contempla e mergulha nas águas geladas que te renovam o fôlego e a vida, e você sai dela tremendo de frio, encharcado como remento que acaba de nascer e só está descobrindo o que é viver, explorando e descobrindo, o mundo, a mim mesma e sobre tudo a imponência da natureza selvagem e viva. A alma do mundo.

domingo, 18 de janeiro de 2015

E é pelas noites, andando pelos becos que posso sentir o aroma dos ralos e das bocas de lobos, onde eu vejo as bocas dos homens se tocando com a urgência que não ousariam fazer pelo dia, porque pelas noites eles juram seu amor que não tem por suas mulheres,  aquelas mesmas mulheres que se desejam pela tarde quando seus maridos não estão em casa, quando levam seus filhos para a escola.
Seus filhos matam aula para ir aos lugares mais insólitos que seus pais jamais ousariam por os pés, ao menos nessa idade.
São jovens com fardamento escolar em cabarés aprendendo a luxúria e as coisas da vida um pouco cedo demais, tão cedo que as vezes ensinam e  voltam pra casa com seus cabelos cheirando a cigarros baratos, as vestes manchadas de vinho, são os jovens que se entorpecem nas portas dos banheiros, e que voltam cedo demais para sua casa, para cumprir o figurino, fingindo ser alguém perfeito que está longe de ser.
E na igreja pedem perdão pelos pecados que não estão arrependidos de terem cometido, fariam de novo, e nada acontece porque dentro da segunda vida não há nada mais sincero que vestir a sua máscara, a fachada é o novo negro.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A um ano atrás


Quando eu sai da minha casa,
quando eu peguei aquele avião eu não esperava encontrar,
do outro lado do continente, em teus braços um lar,
Eu fui sem expectativas e sem procurar encontrei,
Um canto manso no teu peito, um novo reino inventei,
Eu mal sabia que o vento estava me guiando,
em brisa e sereno para o furação que é seu olhar,
Eu mal sabia que o tempo estava profetizando,
em minha boca o teu reinado,
A casualidade é bendita por que ela sabe,
o exato momento de nos fazer encontrar,
E eu lembro daquele dia com um sorriso no rosto,
mas um ano atrás eu mal saberia que iria encontrar,
No teu peito manso e inquieto um lugar, um lar
Que a um ano atrás eu nem sonhava encontrar,
Mas nossas almas brincalhonas já sabiam, sim, elas já sabiam.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O buraco do mundo

O problema são as noites em que eu não sei o que fazer, eu sei que dói, dói viver em mundo marcado e feio, onde somos meros joguetes feitos para acabar, ilusionados achando que podemos ser alguma coisa, mas céus, como somos pequenos! Precisamos de união para sermos grandes, se é que ela existe, se é que podemos.
O que me dá raiva é saber que tem tanta gente reclamando do que tem quando alguns não tem nada, e você liga a tv e vê gente morrendo, morrendo por Deus, que Deus é esse que mata? Que mundo cheio de oportunidades é esse que esmaga todo mundo que tenta pensar, que pequeno universo é esse governado por gente pequena, mesquinha e egoísta que não dá as caras?
Eu não consigo ser totalmente feliz sabendo que tem tanta gente sofrendo enquanto eu estou tendo uma boa noite de sono, não por eu ter mais que muitos, mas, porque eu sei que muitos deveriam ter o mesmo, ou mais que eu.
O que dói é saber da existência do buraco do mundo, é minha consciência universal que sabe e me diz que tenho que ser mais e fazer algo que valha a pena, e eu só não sei o que fazer, porque eu sei o que me comove, só não sei como me mover.
E sigo inconformadamente inconformada até descobrir.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Sobre mim, sobre eles, sobre eles em mim




Mulheres.
Nós idealizamos demais. Quase sempre buscamos por aquele cara bonito, cheiroso, com barba por fazer e bem vestido que aparece nos clipes indie que embalam nossas tardes com as amigas ou noites solitárias com um bom vinho na boca, sonhamos com aquele homem de olhar penetrante e convites sinuosos, nosso inconsciente almeja encontrar, esbarrar por aí um dia com James Dean em seu blue jeans e camisa branca, e mesmo que não seja assim, a gente busca, a gente caça, a gente procura por perfeição.
Mas, é tudo um ato!
Então, um dia a gente cansa de procurar, se distrai e conhece alguém, e quem diria! Ele te lembra muito os príncipes da Disney que a gente via na infância. Ele tem um sorriso encantador, um charme natural que te hipnotiza e é romântico, é educado e tem tudo que sua mãe gostaria de ter em um genro, e faz tudo o que você gostaria que um homem fizesse. Ele é seu primeiro amor e você não pode se sentir mais confortável que isso, planeja uma vida inteira de planos a dois, não é difícil desejar um futuro ao lado dele e é exatamente isso que você quer por um bom tempo... Até você perceber que quer algo mais.
A gente precisa de amor, mas, só queremos o perigo.
Então, a gente encontra o perigo!
Aquele cara que te desnuda com um olhar e toda sua autoconfiança, que sabe de tudo e tem todas as respostas na ponta da língua, e por um tempo esse relacionamento "quebra de braço" é bem instigante, mas, logo você cansa.
Cadê a calmaria do primeiro amor?
Ela nunca vai voltar. Você não quer de volta também, mas, vai sentir falta, ah, vai!
E nesse momento você cansa dos extremos (mesmo sabendo que eles fazem parte de você) e deseja algo comum, trivial como você vê que seus amigos tem, como qualquer casal nas ruas e não demora muito para encontrar, e você quase aceita isso: andar de mãos dadas, ter um carro do ano, filhos, é tentador! Você quase se rende ao convencional, mas algo dentro de você grita e você se apavora!
Porque no fundo você sabe, ainda há tanto a se viver, e você quer de tudo um pouco ter, menos a falsa normalidade.
Afinal, olhando de perto ela nem mesmo existe.
Então, você escuta a voz que sempre falou dentro de você, você quer ser livre, e você faz tudo que pode para se libertar, em pouco tempo está voando e descobrindo lugares e olhares que você nem sabia que existia, você começa a conhecer o mundo e se apaixonar por ele, e depois disso tudo você nunca mais será a mesma, e no meio de tantas descobertas você descobre ele. Não, o mundo nunca mais seria igual.
Você se sente profundamente a vontade com aquele total estranho que dança tão bem e em pouco tempo estão viajando para lugares que ambos nunca tinham ido antes, você se deslumbra com a paisagem e com a doce disposição daquele lindo rapaz que fala em outro idioma e as vezes rápido demais para que você entenda, mas você presta atenção em tudo, naquele sorriso, naquele olhar, você imagina até como é o calor das mãos deles. Curiosidade.
Ele começa a se desvendar um pouco e conta tudo que viveu em outros continentes, em um universo paralelo que você nem existia, que na verdade nem ele de agora existia também, você se sente empolgada e fala um pouco do tudo que já passou, conta o que sobre o seu país que ele não conhece, e sua terra, para os olhos daquele lindo estrangeiro, é um lugar estranho e desconhecido, é uma possibilidade de belezas e aventuras, justamente como é a terra natal dele a você, que em pouco tempo se torna a terra do seu coração, você se acostuma aos sabores, as paisagens e as cores do novo mundo que se abrira para você, que seria sua casa pelos próprios meses, e você nem tem ideia de tudo o que iria viver.
E se eu te contasse, você teria pego aquele avião?
Mas, isto é sobre um futuro que você nem sabe que existiria. Eu falo do presente, e seu presente está se ligando cada vez mais àqueles olhos e braços, ao mundo compartilhado que ambos estão construindo e fluindo e não demora muito para um 'eu te amo' sair de sua boca, e depois de algum tempo, você escuta este mesmo som sair da boca dele também.
Isso realmente está acontecendo?
Não demora muito para você saber que sim e aceitar e viver o máximo que pode, cada segundo com toda a intensidade que sempre esteve lá em você, e você está feliz em deixar tudo transbordar. Você é feliz e sabe disso.
Então você escuta outra vez aquela voz de liberdade, mas você não quer ser livre sozinha!
Você lembra de tudo que viveu e agradece por ter chegado até ali, e quando não espera encontra alguém com os mesmos anseios que você, a mesma liberdade. E você quer, mesmo sabendo que não foi feito pra durar.
Mas que dure! Ele tem o mundo na bagagem  e sonhos bonitos no coração, você viaja enquanto o ouve contar de
Mas você tem uma passagem e um avião te esperando, uma vida e um adeus inaudiável, mas, tudo que você quer é um até logo. Nunca seria a mesma.
A princípio você sente dor além de vontade de ficar, o avião ganha altura e você vê tudo ficando pequeno lá fora e gigante dentro de você, você chora e se desespera, mas não, não há o que fazer. Você vai querer aqueles olhos  selvagens te olhando novamente, mas não os verá, vai se sentir livre e tentará encontrar um certo conforto em sua alma ao pensar "eu ainda sou livre, eu ainda sou eu, isso não vai me matar. Amor é liberdade".
Mas, você está cega demais para lembrar disso porque você tem apego, raiva das circunstâncias, vontade de voltar o tempo, de tê-lo de volta e mais, e mais e mais... E você beija outro rapaz e sente que foi cedo demais, e ele diz que conheceu uma nova garota.
E mesmo assim as noites serão difíceis por um bom tempo para os dois, e poucas vezes será admitido por ambos a dor de sentir a ausência da presença desse amor.
Ele vai dizer que sente tanto como você, mas, você é mulher, regida pela lua e aflorada desde nascença, já acha natural que você sofra um pouquinho mais. Vai sentir falta dele como as estrelas vão sentir falta do sol nos céus da manhã, mas você vai continuar, porque nenhuma dor te rasga pra sempre, o que fica é o amor e tudo que você aprendeu com eles, o que você aprendeu com ele.
Obrigada a todos, e a ele. A ele eu digo que não espero, mas desejo muito, enquanto este querer seja mutuo um "te encontro algum dia nas ruas do mundo", e neste dia, ah, neste dia eu sei o quanto serei minha para então ser tua.

domingo, 14 de setembro de 2014

Somos nosso próprio rei


Quando eu me apaixonei eu nem ao menos sabia, mas eu sentia que alguma coisa em sua alma, na luz que vi emanando dele enquanto dançava era algo do tamanho que eu queria ter perto, e eu estava a altura, e de alguma forma maravilhosa a luz dele encontrou a minha, e desde então nossos dias não mais são iguais.
Eu poderia contar mil vezes essa mesma historia, e ainda assim seria diferente, e eu poderia outras mil falar de um príncipe que conheci em um bar, algo nada usual em contos de fadas, mas isso não é um conto de fada, é a minha vida, é sobre o meu amor.
E mesmo com todas as limitações da vida real, ele é um príncipe de uma pequena cidade, eu a princesa de um reino tão distante e desconhecido para a grande maioria dali.
Meu principe abdicou de seu império para ter como reino só o que seus pés puederem pisar, reino este que ten a extensão de até onde a vista alcança, meu principe escolheu um mundo que ele pode tocar, mas, apesar de toda essa efemeridade que ele escolheu ter como vida, ele também optou por meu coração, e meu coração não quer estar em outro lugar onde não esteja o dele batendo, meu reino continua distante, mas meu amor sabe exatamente como chegar até ele, meu reino, e pela liberdade e vontade escolhemos governar o mundo, com a simplicidade de quem não manda em nada e sempre pede licença pra entrar e com a leveza de quem não é daqui e nem veio pra ficar.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Será que ele sabe?


Será que ele sabe?
Sabe que ele não é o meu primeiro pensamento do dia, nem ao menos o ultimo, mas sim o mais lindo e melhor pensamento do meu dia?
Será que ele consegue entender que cada dia que passa é um dia a menos que tenho que passar longe dele?
E que o vento a cada momento me lança por um caminho sem volta, um caminho que me leva até ele?
Será que ele conseguiria compreender se eu falasse em seu ouvido que não existe a distancia e não existe um adeus quando se quer de verdade?
Se ele fechar os olhos, ele poderá ouvir a conspiração do universo? E que uma vez que os caminhos estejam cruzados não vai demorar muito para que a gente se esbarre na estrada?
Será que o coração dele consegue sentir que o meu emana poesia só de te ver passar,
Em um sonho quando você me beija na madrugada como em tantas outras noites de primavera, a minha segunda primavera do ano?
Será que ele já percebeu que o tempo não existe e o que existe é uma saudade imensa do meu lado, saudade que não me machuca, mas que me inclina a pensar que o mundo é tão mais belo depois que você chegou, e eu não vejo a hora de te olhar de novo nos olhos e dizer sorrindo desde a alma: "bem vindo meu amor!" Te pegar pela mão e te mostrar o meu reino que ele nunca visitou e já o pertence também.
Eu espero que ele perceba e que aceite tudo isso com o coração sincero e a alma disposta, exatamente como o conheci, exatamente como me apaixonei.
E continuo me apaixonando de novo, de novo, de novo e de novo... E meu Deus, tomara que ele consiga entender que o tempo e o espaço são frágeis testemunhas de tudo o que minha alma quer compartilhar com ele. E vai.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Eu pouco sei do que penso que sei.
Passo, fico, fingo, analiso, sinto aos poucos, como se fosse um filme, como se fosse aquilo que deveria ser mas não é e depois e boas eu vejo que a única saída é sentir, sentir até não poder mais, sentir sem medo da queda, do fim, do dia seguinte, do desconhecido, vivendo cada dia como se fosse o ultimo e esperando que o amanhã seja bom, seja como a estrada que vai além do que se vê.
É como o vento, o vento que é tão livre que dá raiva, é como o vento, o vento que passa por mim, me movimenta e não me tira do lugar. A liberdade que almejo não é para mim, não é desse mundo, as vezes assisto a vida em pausas, com uma pressa que me faz caminhar por caminhos escuros, caminhos desconhecidos e selvagens, que me faz flertar com o perigo e seguir o rumo que não é meu para chegar exatamente onde eu quero estar por cinco minutos e depois não quero mais.
Como aquela música que de tão verdadeira de doí no peito, mas você não sente, você não sente nada e tudo o que você quer é sentir. Mas e se for um sonho? Que é um sonho? Talvez seja viajar em alma ouvindo essa doce canção que te acorda e te coloca junto aos seus, e a todos aqueles que você ainda não conheceu e ainda vai. Eu sei que vou.
E aprendi que as vezes a vida me dá exatamente o inverso do que vou querer, do que preciso ter, justamente para entender que o inverso é bem aquilo que eu queria, só que em verdade, ainda não sabia. Como o ir e vir de um balanço, um pêndulo que vai e volta chamado vida, chamado carma, chamado aprendizagem e vou e volto sem parar e sem dizer não.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Nota sobre o amor

E quando mais eu te amo mais eu aprendo sobre mim, sobre o amor, sobre você.  Como pode algo tão intenso ser tão leve? Ser tão bonito? É como aprender todos os dias e sempre voltar por mais, mas, sempre andar pra frente.  Sentimento de ser amada por você e por todo o mundo e de tudo, de tudo poder.  Não existem limites pars aquilo que se sente desde a alma.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A felicidade do tempo ao contrário: o que é tempo?


Acho que felicidade também é querer, não apenas ter. Acredito que felicidade também é olhar pro céu e ver um avião e sentir vontade de estar nele. Acho que é de uma felicidade valente sentir vontade de voltar pros braços de alguém. É incrível este sorriso discreto de quem tem alguém para quem voltar, porque não existem dias a mais longe de quem se ama, o tempo, neste caso é regressivo, eu conto os dias que passam e me levam até meu amor, conto os dias que eu estarei de novo em um avião, e contar o tempo ao revez é de uma felicidade genuína.  

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Dia 9


Era 31.
O começo de um fim, o início de algo que eu nem ao menos conhecia, era um novo país, era também uma nova descoberta sobre mim.
Era dia 1.
E o frio começava a partir minha boca, mas eu não me importava, estava maravilhada com as cores e sabores que eu estava apenas conhecendo.
Era dia 2.
E eu estava aprendendo a andar e a viver a capital que não era do meu país, me perdendo e me achando nos moseus, castelos, molumentos, movimentos.
Era dia 3.
E na casa azul eu chorei, eu chorei e confirmei meus votos de fazer da arte algo maior que eu, de caminhar por um caminho bonito.
Era dia 4.
E uma nova cidade para chamar de lar, hora de conhecer uma nova família, de me adaptar a tudo que seria meu por meses incertos que eu jurara que seriam felizes.
Era dia 5.
Era dia de conhecer tanta coisa que eu nem tinha ideia, era dia de festa, de feta e de festa.
Era dia 6.
Eu já nem dormia, encantada com as águas cristalinas que eu nadava e a solidão bonita que eu sentia.
Era dia 7.
E eu nem fazia ideia do que se aproximava, só sentia os dias passando frenéticos, enquanto eu me perdia na cidade e me achava a metros de casa.
Era dia 8.
Mas que ironia, será que o vento da mudança já havia me atingido e eu nem ao menos sabia?
Então, chegou o dia 9.
Eu fotografava tudo, eu vi um moço dançar, e meus olhos não conseguiram seguir mais nada que não fosse seu caminhar.
Dia 10.
Eu só queria voltar ao tempo e ter um pouco mais do dia anterior, mas,
No dia 11.
Eu só queria ter mais do que tive no 9. O mês foi se contando distintamente, despreocupadamente, deliciosamente, porque já não importava o dia, eu tinha ele em minha vida, e mais que isso, eu o tinha dentro de mim cada vez mais a cada hora que passava.
E seis meses se passaram, e eu só quero ter tudo o que eu tive naquele dia 9 de Janeiro e só fez crescer dentro de mim desde então, e como esse dia, eu continuo te querendo com a alegria de um pássaro, continuo querendo te entregar minhas manhãs, minhas tardes, noites, madrugadas e eternidade.