A me procurar
domingo, 16 de outubro de 2022
quinta-feira, 29 de setembro de 2022
[No início, meu peito era silêncio, mas então, do som veio a palavra: as canções de saudade]
Procurei constelações pelo céu e as encontrei em meu peito:
Todas as supernovas que explodem falam de ti. Asteroides vagueiam apressados na esperança de colidir em você, e eu não os julgo.
Buracos negros se dobram e se curvam em tempo e espaço, inventam quintas, sextas dimensões que me façam caminhar mais depressa para teu encontro. Plutão, coitado, nem se quer sabe se é planeta ou não, mas, sabe que quer te ver sorrir de novo, bem como eu quero.
Segundos sóis sozinhos tentam inutilmente aquecer seu lado da cama que tanto te aguarda, te espera, mas é tudo em vão. E nem todo o universo conspira a nosso favor! Vias Lácteas, tão malvadas, insistem em nos separar, se emendam em caminhos largos e densos de estrelas e nebulosas que me fazem até te ver, de longe, mas, que não me deixam alcançar tocar.
Mas, não tem nada não, se eu não posso viajar na velocidade do som, te busco e te desejo na velocidade da luz, rompo fronteiras, monto satélites, orbito em saudade ate poder te ver.
Não vai demorar. Há um big bang a ponto de explodir em mim. Mundos vão ruir, mas, outros virão deles também, e com eles, um jeito novo de medir o tempo. Serei senhora dele, e ele se congelará sob minhas ordens, sob essa desordem tonta de tanto te querer - Aflita e calma, por fim, chegará o dia, de tanto te ver.
Quantas órbitas desviaremos para enfim, te encontrar? Não sei.
Mas até lá, sem gravidade, me guio em direção da luz dos fragmentos de saudade que emanam em mim, do silêncio, que se tornam som, e na palavra, e mais do que na palavra, no ato de sentir a palavra saudade, da saudade que acabará justo quando meu mundo voltar a tocar o seu, como um feliz astronauta contando as maravilhosas do lado escuro da Lua após longa viagem, com o coração mansinho e vasto em alegra de voltar para a Terra, seu lar, doce, lar, o dia dessa migração? Não sei!
Mas tenho certo que: nebuloso é o futuro e exponencial é minha vontade.
terça-feira, 13 de setembro de 2022
Como deve ser triste, e o mais triste é que eles nem sabem!
Nem fazem ideia do que é sentir na magnitude, na intangível leveza e abrupta força que é este sentir. Este. Outro não, outro jamais se compararia.
Eles devem sentir inveja, só que ainda não sabem, talvez, talvez nunca vão saber.
Que existência mais triste!
Eu tenho pena deles, eles jamais descobrirão como é a sensação, a loucura, a euforia de estar tão apaixonado por alguém assim. Assim, sem que eu deixe de ser eu, nem você deixe de ser você. No nosso nós cabem dois, sem peso e sem sufoco, tão grande é o sentir. Nosso amor tem espaço em cada letra e cuidado no ar que as funde em palavra, gesto, ação. Sentir.
Sentir. Mas, eles jamais entenderão. Eu tenho pena deles!
E tenho, sobre todas as outras coisas, uma inigualável sorte por ter você.
E eles nunca entenderão isso, mas, quem se importa com eles?
Eu sou uma sagitariana de coração livre que de livre, mas, incondicional escolha, dei meu coração para você, ele é teu! É uma das poucas certezas que tenho na vida, como sei que seus olhos são os castanhos mais doces que já vi na vida e que meus pensamentos mais bonitos de cada hora do meu dia - de quando acordo, até quando me deito - são irrevogavelmente todos teus.
terça-feira, 9 de agosto de 2022
segunda-feira, 8 de agosto de 2022
Acho que no castanho de teus olhos existem brumas profundas em que por vezes, ficam submersos mistérios que eu não posso compreender, não consigo alcançar, não consigo decodificar, mesmo quando ela me envolve, me atormenta. Que há ali? Não sei!
Os meus são um pouco mais claros, se enrubescem na luz do sol, então, fica mais difícil para mim te esconder algo dentro destes dois lagos âmbares que carrego na face... Coisa que teus castanhos escuros jamais me relevariam em qualquer torpor etílico. Sonho pra você e mistério pra mim.
sábado, 2 de julho de 2022
O céu está laranja lá fora
Penso em você.
O dia se arrasta sem fim enquanto olho pela janela o horizonte que aos poucos vai de laranja para um azul-púrpura, quase roxo
Sinto teus passos caminhando até mim
Como o vento suave que me toca a face nessa tenra tarde de inverno
Como o movimento do tempo mansinho que transforma o céu.
Eu penso em você.
Com a urgência de quem tem hora marcada pra ser feliz,
Mas, também, com a serenidade de quem espera o dia mudar de cor, para ver sua amada chegar
Eu penso em você.
Penso em você e sou feliz nesse intento.
Aos poucos a claridade do dia se esvai sendo substituída por luzes artificiais que jamais seriam capazes de reproduzir a luz da minha alma encontrando a sua,
Talvez a lua, satélite nosso, poderia reproduzir um pouco do prata e dourado da tua pele pálida banhada por ela, ou será, tua pele que a ilumina?
Não sei, mas penso em você.
Penso em cada quilômetro que nos separa e estão diminuindo gradativamente enquanto te espero chegar
Penso em você.
E meu coração frenético aos poucos vai ficando manso, só pra pular de novo pela boca até que eu te encontre, eu não disfarço, seria impossível esconder tal contentamento
De pensar em você e ser feliz porque em breve você vai chegar.
E penso em você absorta em tantas coisas que a vida te cobra e ainda mais em tudo que você se cobra além dela, e mesmo assim atravessando a cidade para me ver
E eu penso em você entrando pela porta e deixando meu dia ainda mais feliz
Enquanto o vento brinca com nossos cabelos, o céu por fim, rendido, se tinge de negro e nos espera na penumbra tranquila dos amantes
E eu penso em você e sinto meu coração esmurrando o peito, querendo-te perto, como deve ser.
Eu penso em você, não sei se você consegue sentir, mas eu penso em você
O céu está negro lá fora, é tempo de alegria,
Eu vou te ver.