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domingo, 29 de dezembro de 2013

Novo ano, novo país, novos sonhos, novo começo

Um novo ano, um novo país, uma ótima maneira de começar.
Eu fecho os olhos e consigo sentir o vento balançando meu cabelo,
Você consegue sentir? É o vento da mudança!
Aquele calafrio que corta a alma, é o medo do desconhecido,
Mas, maior que tudo, é o que sempre foi e tem sido: vontade!
Vontade de conhecer descobrir e me descobrir, me provar, e no fundo
Como por capricho toca Nara Leão
Vou voltar sei que ainda, vou voltar para o meu lugar"
Então, é com vontade e boas energias que sei que vou entrar num avião,
Vou desbravar meu bravo novo mundo e ter a certeza que vou uma,
Mas, volto outra, e esta outra será bem melhor do que a que vai,
Eu sou a mudança, então, eu também sou o vento que balança meu cabelo,
Sou o calafrio do medo, eu sou o desconhecido.
Sou maior que tudo, porque eu também sou a vontade.
E eu vou voltar pro meu lugar, que ainda nem fui, mas já sei que é meu.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Uma flor de um planeta distante



Pouca gente sabe, mas, eu sou uma flor,
A flor de um pequeno planeta não tão distante daqui,
Acaso um dia os pássaros te levem, você pode chegar lá,
De certo, é bem pequeno de onde eu venho, mas cabe o amor,
Cabe um príncipe, cabe uma flor,

Eu irradio aromas que colorem meu planeta e meu amor,
Eu sou única no mundo, e mal sei de onde que vim,
De onde que era a sementinha que me brotou?
Pouco sei das coisas, mas o que sei tenho certeza,
Tenho medo do frio e da solidão,

Sou exibida e orgulhosa, bonita e gosto de atenção,
Sou destemida, não receio nem mesmo os tigres,
Mas, confesso ter horror de correntes de ar,
Sei me defender com meus espinhos, minhas garras,
Mexa comigo que viro logo um leão,

Vejo tudo do meu canto, não tenho pressa, só encanto,
Ao anoitecer me põe uma redoma, me dá boa noite,
Vela meu sono, que te guardo comigo, te guardo em segredo,
Eu que de tudo faço para te ter perto, eu que me gabo de tudo,
Para que não percas o interesse, para que queiras sempre comigo estar,
Eu que faço tudo para te ter perto, tanto fiz que me deixaste,

E agora que te vás, oh, principezinho, te peço que vá de uma vez,
Não olhe pra trás, bem sabes que sei me cuidar,
Não te preocupes com o vento, não te preocupes com a redoma,
Se tiver de ir, te rogo uma vez mais: me deixa só!
Tu dissestes que ia partir, então, vá!
E quando você partir, finalmente poderei desabar,
Sou orgulhosa demais para que me vejas chorar,
Mas te amei, mas te amo, e te amarei
Como nenhuma outra flor há de amar.



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

E para bem dizer, continuo igual: fugindo do amor como quem foge de um ladrão e correndo desesperadamente atrás dele.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Tell 'em that is my birthday



E aqui estou em mais um nove de Dezembro, ficando mais velha, mais madura, mais serena, dando graças a tudo que estou conquistando, os amigos que venho fazendo no meio do caminho, agradecendo pelo que sou, pelo que fui e pelo que vou ser. É realmente muito bom dormir e acordar com a certeza de que estou cada dia mais forte e mais feliz, e por saber que na minha essência, eu nunca vou crescer, quero manter essa alma de menina que está sempre a um passo de conseguir e de descobrir. Não quero perder essa curiosidade que me move, os desafios que me fazem ser quem sou. Tenho que agradecer por ser exatamente desse jeito, por orgulhar a menina que eu fui e sempre estava preocupada com quem eu seria, e todo ano com um sorriso eu saber que sou bem melhor que imaginei que eu seria.
Eu me aceitei exatamente do jeito que sou, me vesti em meu corpo, e me senti totalmente confortável, e a alma que coube aqui também se mostrou satisfeita, e o coração que bate feliz, por tantos momentos, e essa memória de elefante que não me deixa esquecer nada. Eu realmente não sei escrever sobre esses momentos, mas todo ano tento, um dia eu consigo deixar sair o quão bonito é o que eu sinto. Eu sinto! E isso é a coisa mais bonita, o maior presente que eu posso me dar e me dou todos os dias.
Esses vinte e cinco anos não vieram pesados, eu os aceito assim como eu sou, e eu estou aqui para agradecer a quem fez e faz parte deles, quem chegou agora e já quer ficar, quem foi embora mas, graças a Deus voltou, quem sempre esteve aqui e pela coisa mais sagrada do mundo, queira sempre ficar! Aos que tiveram que ficar por pouco tempo, agradeço até aos que eu expulsei, aos que não conheço tão bem mais estão aqui me lendo, obrigada também, espero não ter te feito perder muito tempo, mas eu só queria dizer que sou muito grata e estou muito feliz com quem eu sou, me tornei quem sou e sei que a presença de muitos de vocês me fizeram ser quem eu sou hoje. Sou feita de amor. Amo cada um de vocês, e muito obrigada por me permitir ser assim também.

Feliz aniversário para mim, e muito obrigada por serem parte de minha vida, a meus amigos, a minha família, a minhas gatas, Deus e tudo que puder me rodear de amor, eu dedico essas palavras.

foto

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sobre o amor

O amor, que de tão leve e puro que é,
Não, não quer para si,
O amor, que de tão puro e leve que é,
Ele quer ver feliz, se ver feliz mais for,
For o máximo que se pode ser,
Não, não quer para si,
O amor, tão cheio de vontade,
Ele sabe que é e assente,
Alimenta e é alimentado de sorrisos,
Aí! Não! Amor não faz sofrer,
Não diz isso!
Não, não quer para si,
O amor, por bonito ser, benigno permanecerá,
Não há rancor ou egoísmo, por que isto?
Não, ele não quer para si,
O amor é mágico e belo por simplesmente ser,
Na pureza brotar, desabrochar, eternecer,
Sim, ele quer para si.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A moça que passa em minha rua



Quem é aquela moça que passa pela rua todo dia?
Ela dobra a esquina e não se mais vê...
Ela é de perto? Ela é de longe?
 Mora na rua ao lado ou está só de passagem?

Tão apressada ao meio dia, aonde ela almoça?
E pela tarde fala sorridente ao telefone,
Quem será que ela encontra?
E quando ela não passa, é carona?
Ou será que corta o caminho?

Será que ela sabe que quando ela passa,
A rua inteirinha para para olhar?
Ela se dá conta que seu mistério,
Encanta o velho, o moço, a menina e o gatinho?

Quando ela anda, ela sente nos ombros,
O peso de todos os olhos que a perseguem?
E que seu mistério dura até a esquina que dobra?
Pois ninguém vai atrás, ninguém pergunta teu nome,
Ninguém bate uma foto, só espera ela outra vez passar;

Será que por alguém naquela rua ela também se encantou,
E começou a andar por lá?
Será que ela sabe que meu peito acompanha o seu passar?

Ou será que não é nada disso, será que ela anda sem rumo?
Será que só vai comprar pão?
E se namorar o padeiro?
E se só tiver um irmão?

E se ela nem se dá conta, que por encanto ou por graça,
Ela ganhou o meu coração, com seu simples passar?
Será que ela sabe, que em tão poucos passos,
Minha rua a amou? Eu acho que não.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Delicadeza


Queria te dizer que não consigo descrever nem metade da pureza que tenho na alma, mas de alguma forma turva, ela se mistura com algo que ainda não tem nome, e sai assim de mim, sem jeito, sem cheiro e sem cor, mas com sentimento.
Há sentimentos bonitos e sinceros em mim. Gostaria de te dizer que reaprendi a sentir de uma forma bem mais bonita do que nunca. O que esqueci foi como faço para falar. Palavras são nuvens no céu, quando acho que já percebi sua forma, vejo que ela se desfez.
Assim é meu pensar, efêmero demais para ser transcrito, singelo demais para ser contestado, é o mais puro que pode sair de mim, e é assim que me dou, serena, o máximo que posso, e mesmo assim ainda há um toque de pecado no meio.
Deixo a serenidade para aquilo que posso realmente ser: no platônico mundo perfeito das ideias e vontades livres das impossibilidades. Há muitas escolhas em um único querer.
Eu que sou quatro que sei disso, como mais ninguém, e estou a um passo de descobrir a todo momento. E a cada momento menos sei.

sábado, 16 de novembro de 2013

Por onde o tempo andou

"Mas, o meu passado vive em tudo que eu faço agora, ele está no meu presente." Diz um trecho de uma canção que ouvi Nara Leão cantar, e pensei, poxa, como isso é verdade!
Em um filme, vi uma personagem falando que "lembranças são ótimas se não temos que lidar com o passado", e realmente, fez sentido, porém, acho que não deve ser ruim lidar com ele, afinal, ele faz parte de nós, tudo faz.
Aquele show maravilhoso do Nando Reis, anos atrás continua sendo maravilhoso hoje, na verdade até mais, porque o presente me confirma o que eu já sabia naquele momento, naquele lindo momento que vivi, que vivemos.
Lembro que dias antes dele, numa sexta-feira você estava viajando, estava em outro estado, e brigamos, acredito que foi a nossa única briga, até hoje, porque eu fiquei com ciúmes, porque não estávamos juntos, porque eu tinha certeza, absoluta certeza que eu ia te perder, e por mais que eu soubesse que as coisas tinham de ser assim, eu não queria. Mas eu sabia, eu sabia que em algum momento, mesmo que não naquele, você encontraria alguém lá, então, eu briguei, eu fiz caso, eu me aborreci, eu te aborreci, brigamos, nossa, então era essa a sensação de discutir com você! Que gosto horrível! Mas, por sorte minha nos reconciliamos e por capricho do destino, nos encontraríamos num show do Nando Reis.
E quando eu te vi, eu te beijei, eu te beijei e eu te beijei, eu curti, pulei, cantei, toda elétrica em Pato Fu, mas em Nando, em Nando me virei para você, e você fez o mesmo que eu, e cantamos, cantamos sem quase ver o palco, o espetáculo da noite estava em seus olhos, em toda a vontade de estar juntos, de nossos corpos e de nossos corações, a balada tocando e minha mão em seu rosto, suas mãos em minha cintura, meus olhos nos seus olhos, sempre e em todo momento minha boca na sua, e já não existia mais frio. Aquele era um dos momentos mais doces de todos que já tive, e começou quando peguei em sua mão, toda orgulhosa e sobre tudo feliz, e eu só pensava "eu quero ele sempre assim comigo!". Foi bonito.
A viagem de volta pra casa na madrugada, na neblina, toda aquele cansaço que acabou quando chegamos na casa de nosso amigo, só queríamos estar juntos, dormir juntos, permanecer juntos, seu calor é tão fácil de lembrar, de querer sorrir ao lembrar. Lembrança boa de se ter.
Então, acho que meu passado, que sempre estará comigo é uma lembrança que é boa de se lidar, de ter, pois faz parte de mim e Nando Reis também faz parte dessa lembrança doce, hoje não a carrego da mesma forma de antes, mas sempre terei um sorriso para lembrar.
E que outras doces lembranças tomem conta de mim, me lembrem ou não você, que me tragam essa sensação de que vivi, e que vivi e fiz todo o melhor que ontem, e que o ontem me acompanha para me fazer melhor no meu presente. Ah, e que ele também seja doce!



terça-feira, 15 de outubro de 2013

About a boy



Eu esqueci que em Setembro chove, e que as vezes eu pego um resfriado nessa mudança de tempo,
Esqueci também qual o tamanho certo das roupas que você veste, porque seus ombros são largos e eu sempre fico na dúvida;
Eu esqueci também que eu morro de medo e vergonha de mostrar o que eu realmente sinto, embora eu faça isso todo o tempo, até por pensamento;
Eu quase esqueci da sua barba falhada e das músicas que você murmura enquanto come uma maçã;
Quase esqueci também dos seus passos descontraídos, mesmo quando está chovendo, e do quanto você gosta de caminhar sob a chuva, e de como eu te esperava em casa com uma toalha na mão e te enxugava paciente e contente, sem qualquer medo de me molhar;
Por pouco não me lembrei do quanto eu era destemida andando do seu lado, de mãos dadas, meio dia, meia noite, eu me sentia segura com você;
Eu por um momento esqueci daquela vez que saímos até bem tarde pela primeira vez e fiquei preocupada sem saber se você chegaria bem, andando de moto, sendo sua casa longe, e que eu só sossegava até você dar notícias suas, quase me lembro que nessa época eu não tinha tanto medo das ruas como tenho hoje;
Eu fingo que me esqueço do seu hálito de laranja e de seus óculos embaçados pelo frio, ou do calor de seu corpo quando me abraçava, e como uma criança fazia trilha em meu corpo, me beijava inteira, me pegava no colo e voltava a me beijar, vou fingir que não sei que você gostava e queria tudo aquilo tanto quanto eu;
Eu esqueci de seus olhos morenos durante a noite, que na penumbra eu tantas vezes vi brilhar, ou de todas as horas que você poderia passar de baixo do chuveiro, feliz como um peixe e que queria que eu também estivesse lá;
Fingo também que não sinto falta da paz que me dava sossegar em teu peito depois de um dia difícil, ou ficar em silêncio por simplesmente estar, ou devagar sobre planos e fazer listas de tudo o que ainda íamos fazer, não importa o quanto o tempo passasse, era só o começo;
Vou fazer de conta também que não me sentia a mulher mais sortuda do mundo toda vez que você fazia algo bonito e sincero para demonstrar seu amor e afeto, quando vinha até minha casa só para deixar uma carta e ir embora, ou mandava um telegrama, ou aparecia com uma placa de "eu quero você", é direito meu fingir que nada disso está guardado na memória, como também em uma caixa muito bem cuidada;
Vou fingir que não percebo que de repente todas nossas músicas resolveram tocar ao mesmo tempo, e de uma forma tristemente doce me trazem você um pouco e cada dia mais, até o dia que voltar a te ver.
Vou fingir que meu coração já não espera feliz esse dia, e que ele dispara só em pensar na tua imagem, no som da sua voz, e no calor do seu abraço, mais fácil fingir que nada disso me afeta ternamente.
Vou fingir que, não, não vou fingir, é tudo verdade. Nem sei como será quando eu te ver. Mas eu estou feliz desde já por isso. E isso, eu não sei fingir.

sábado, 5 de outubro de 2013

Registro de um dia bom

Fora um daqueles belos dias que se passam rápidos e serenos, repletos de uma felicidade tão sutil que mal se percebe no tempo, pois o tempo se passa bem mais rápido do que se pode realmente senti-lo. Um dia bonito com meu povo, sim, aqueles que me fazem sentir eu mesma, sem mitos, sem máscaras, sem qualquer prova, sem segundos interesses, é uma comunhão de almas distintas que se tocam e se abrangem num sentindo de eternecer, de enriquecer o que há dentro de cada um de nós, e que pouco nos mostramos, pois, existem poucos que realmente podem e devem nos ver como somos. Não somos para todos.
Fora um dia gigante de poética cinematográfica e risos soltos, de diálogos vorazes provocados por um incentivo lírico e audiovisual denso e instigante. Foram sorrisos, cliques e  enredos que poderiam ser repetidos durante mais tempo, que não me enjoariam em nada.
A noite foi tomada por festa, música e comida, mais sorrisos, mais afeto, mais um pouco de uma atmosfera tão inclinada a harmonia que poderia chamar de lar, que na verdade tinha mais sincronia e felicidade que a própria casa. A alma escolhe seu endereço muitas vezes no colo de outras, e assim que foi.
O pensamento estava nele quando não deveria estar, e diferente do que muitos pensavam, aquilo que senti quando a música certa tocou no momento errado não fora tristeza, fora saudade, que de certa forma não é e nunca será tão feliz quando a presença. Mas nem importa.
Havia vinho, doces e risadas, havia bolo, guaraná e muita dança. Um que perfomava como uma grande estrela do pop, uma que latinha intrigada ao ver a dona dançar e dançar, uma que dançava funk enquanto tocava punk, quando não se colocava a sambar; havia um que batia o cabelo que quase não tinha, outro que plantava bananeira na parede; outra que fazia pose, a outra aniversário. Cada um com seus motivos e todos eles com o mesmo intuito, unidos pela mesma energia, aquela energia tão boa que os contenta até horas depois de isso acabar. Porque não acabou, o contentamento está em saber que tudo isso só está a começar. Sejamos infinitos. Façamos este nosso ponto de partida.